Mudança na assinatura do Clube do Código

By | Clube do Código

A partir dessa semana, mudaremos o processo de assinatura do Clube do Código. Dado que o mesmo chegou à maturidade em termos de estoque de códigos para exercícios, apresentações e relatórios, o preço mensal de R$ 49,90 não reflete mais o valor do material disponível. Há uma grande quantidade de material disponível no Clube, de modo que faz sentido fazermos uma alteração no preço de entrada, bem como selecionar melhor o tipo de assinante que queremos para ele. Isto porque, no modelo de assinatura atual, alguns alunos estavam pagando o primeiro mês e cancelando logo em seguida, de modo a ter acesso a esse estoque de exercícios. Não é o tipo de assinante que queremos, já que o objetivo do Clube é contribuir para que o Blog da Análise Macro permaneça sendo um dos mais ativos da internet, bem como criar uma comunidade de pessoas interessadas em análise de dados.

Assim, a partir de agora teremos uma assinatura anual de R$ 499,90 para novos entrantes no Clube. Esse valor dá acesso a todo o estoque de códigos de exercícios e demais materiais bem como garante o acesso futuro aos novos códigos por 1 ano a partir da data da assinatura. Nesse valor já está, portanto, embutido um super desconto para os novos assinantes do Clube!

Para os assinantes atuais do Clube, por suposto, nada muda. A assinatura continua sendo mensal, debitada no cartão de crédito via paypal.

Para quem ainda não é assinante, corre lá e garanta já o seu acesso a códigos super-didáticos para exercícios, relatórios e apresentações em R, Beamer/LaTeX e RMarkdown. Muita estatística, econometria e machine learning te espera no Clube! Assine aqui.

O drift perdido: recuperação da economia é frustrante

By | Comentário de Conjuntura

Ontem, eu publiquei aqui no Blog da Análise Macro os resultados do IBC-Br em fevereiro, divulgados pelo Banco Central. Aproveitei o tema para construir o comentário de conjuntura dessa semana, uma vez que tenho visto uma grande preocupação no mercado e na imprensa especializada com a fraca recuperação da economia brasileira nesse início de 2019. Para começar a ilustrar o problema, abaixo coloco o número índice do PIB com ajuste sazonal.

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por uma economia em um determinado período, como aprendemos em nossos cursos de Teoria Macroeconômica e Análise de Conjuntura usando o R. O normal de uma série como essa é crescer ao longo do tempo - observe que ela possui uma tendência positiva. Em nosso curso de Séries Temporais usando o R, a propósito, aprendemos que uma série como essa é classificada como um passeio aleatório com drift. Às vezes, entretanto, pode acontecer algum problema no caminho, como a Crise de 2008, ilustrada na parte alaranjada no gráfico.

Não é normal, porém, o que está acontecendo na área azul do gráfico. O vale criado pela "Grande Recessão" de 2014-2016 está dificil de ser deixado para trás. Repare o leitor que ainda não conseguimos sequer alcançar o mesmo nível da série de 2014! É basicamente por isso, inclusive, que ainda temos um estoque de desempregados tão elevado no país.

E por que ainda estamos longe desse nível? Porque ainda não conseguimos formar consenso na sociedade brasileira em torno da agenda de reformas, cujos adversários são poderosos caçadores de renda que impedem o país de dar um salto de desenvolvimento. Para esses, quanto mais burocracia, melhor. Impondo dificuldades, vendem-se facilidades.

A necessidade de reformas é bem anterior a 2014, diga-se. Se você tirar a taxa de crescimento do PIB em nível, verá que ela declina desde o final de 2010. Abaixo, nós tomamos a taxa de crescimento acumulada em quatro trimestres a partir do número índice do PIB sem ajuste sazonal - como aprendemos no nosso curso de Análise de Conjuntura usando o R.

Em meados de 2010, por suposto, a economia brasileira chegou ao pleno emprego do fator trabalho, o que exigia acionar outras duas alavancas para continuar a crescer (investimento e produtividade). O problema dessas alavancas é que elas reagem mal a intervencionismo macro e micro, marcas de Dilma Rousseff na economia.

A mudança de governo em 2016 sinalizou uma retomada dessa agenda de reformas, o que fez interromper a queda do crescimento, como pode ser visto na área alaranjada do gráfico. Na ponta, porém, o crescimento parece ter se acomodado em torno de 1%, refletindo a dificuldade na aprovação dessa agenda que temos visto todos os dias no Congresso.

De fato, como pode ser visto no gráfico acima, construído a partir do boletim Focus do Banco Central, a expectativa média de crescimento para 2019 mudou de patamar nos últimos 12 meses. Em particular, desde fevereiro, dada a sinalização de que a reforma da previdência pode não ser aprovada, o crescimento tem decaído de forma contundente. No último dado disponível - 12/04 - a média encontra-se em 1,9%, estando entre um mínimo de 1,08% e um máximo de 3,13%.

Tudo isso dito, precisamos urgentemente aprovar a reforma da previdência, garantindo o ajuste nas contas públicas, bem como precisamos conseguir consenso em torno de uma ampla agenda de reformas microeconômicas, que melhore o ambiente de negócios, aumente a produtividade e incentive o investimento privado. Não há outra forma de fazer aquela série do PIB em nível voltar à sua rotina normal de crescimento, garantindo assim a retomada de renda e emprego.

____________________

Como de praxe, o código desse comentário está disponível no repositório do github do Clube do Código.

Curso de Macroeconometria está com inscrições abertas!

By | Cursos

Começa no próximo dia 22/04, a Turma de Outono do Curso de Macroeconometria usando o R. Com uma proposta única no país, o curso utiliza diversas técnicas econométricas para entender o fascinante mundo da macroeconomia. Dividido em três grandes blocos, o curso proporciona ao aluno uma introdução qualificada ao mundo dos modelos macroeconométricos. Na primeira parte, o organismo econômico é desvendado por meio da estimação de Curvas de Phillips, Curva IS, Paridade Descoberta da Taxa de Juros e da Regra de Taylor. No segundo bloco, são construídos modelos para diversas variáveis macroeconômicas. Na última parte, por fim, o tema da causalidade é explorado por meio de testes estatísticos.

Ao longo das 15 seções do curso, os alunos aprendem a utilizar a econometria de forma didática e totalmente aplicada para analisar variáveis macroeconômicas. Para isso, utiliza-se o R como linguagem principal. Para quem não tem conhecimentos da linguagem, um Nivelamento está disponível durante todo o período da turma.

Curtiu? Então, garanta já a sua vaga aqui!

IBC-Br: Recuperação mais do que comprometida

By | PIB

O Banco Central acabou de divulgar os resultados do Índice de Nível de Atividade da instituição - o IBC-Br - referente ao mês de fevereiro. Nada animadores, diga-se. Pelo segundo mês seguido, a variação na margem veio negativa: 0,73% em relação a janeiro. Também na variação da média móvel trimestral - últimos três meses contra os três meses imediatamente anteriores - houve recuo de 0,21%. Uma indicação de que a recuperação da economia nesse ano está bastante comprometida.

Aprenda a analisar o IBC-Br e vários outros índices no Curso de Análise de Conjuntura usando o R 

Nas métricas mais suavizadas, por seu turno, ainda há crescimento positivo. A variação interanual, o IBC-Br cresceu 2,49% em fevereiro, enquanto no acumulado em 12 meses registra alta de 1,21%.

O pessimismo captado pelo IBC-Br, a propósito, se soma à sétima redução semanal do crescimento previsto para 2019 captado no boletim Focus. No último dado disponível, espera-se crescimento de 1,95%.

O pessimismo está em grande parte associado à possibilidade de não aprovação da reforma da previdência ou à aprovação de uma reforma bem mais desidratada do que a versão entregue pelo governo ao Congresso.

Curso de Análise de Conjuntura está com inscrições abertas!

By | Cursos

Começa no próximo dia 22/04, a Turma de Outono do Curso de Análise de Conjuntura usando o R. Totalmente revisado e reformulado, o curso busca ensinar alunos de graduação e pós-graduação, professores e profissionais de mercado a usar o R para coletar e tratar dados macroeconômicos. Com uma proposta única e inovadora no país, o curso utiliza uma das linguagens mais utilizadas em data science para analisar dados de nível de atividade, mercado de trabalho, inflação, mercado de crédito, política fiscal, política monetária, setor externo e economia internacional.

Ao longo das 11 seções do curso, os alunos aprendem a coletar e tratar diversos índices e séries da economia brasileira, como PIB, IBC-Br, PMC, PIM-PF, PNAD Contínua, CAGED, IPCA, taxas de juros, spread bancário, inadimplência, endividamento das famílias, gastos e receitas do governo, endividamento do governo, superávit requerido, formação da taxa básica de juros, taxa de câmbio, operações de swap, dentre outras.

São ensinadas diversas técnicas para coletar os dados de fontes como IBGE, IPEADATA e Banco Central com pacotes como sidraR, ecoseries, BETS rbcb. Ademais, o curso ensina a tratar os dados, construindo variações mensais, interanuais e acumuladas em 12 meses, criar médias móveis, tratar sazonalidade e deflacionar dados nominais. Tudo isso, utilizando o R como linguagem natural.

Veja o conteúdo completo aqui.

Curtiu? Então, garanta já a sua vaga na Turma de Outono aqui!

Cadastre-se na newsletter
e receba nossas novidades em primeira mão!