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crescimento em 2013 Archives - Análise Macro

IBC-Br ratifica pessimismo

By | PIB

ibcpibO Banco Central divulgou hoje o seu índice de atividade, o IBC-Br, que busca antecipar o que ocorre com o PIB Trimestral. Na passagem de novembro para dezembro, a série com ajuste sazonal recuou 1,35%. No acumulado em 12 meses houve avanço de 2,52% em 2013, melhor do que os 0,65% em 2012. A divulgação do índice se soma à produção industrial, que recuou 3,5% em dezembro e avançou 1,2% em 2013 e ao comércio varejista, que recuou 0,2% e avançou 4,3% em 2013. A indústria mostrou avanço sobre 2012 enquanto o comércio demonstrou recuo. Com base no exercício feito no Monitor de Política Monetária de janeiro, o avanço do IBC-Br em dezembro ratifica um crescimento em torno de 2,1% em 2013. Em outros termos, nada muito robusto.

Para crescer 4% em 2013

By | PIB

Supondo que a economia brasileira cresça 1% no último trimestre de 2012, contra o 3º trimestre, será preciso manter a média de 0,7% de crescimento na margem para fechar 2013 com crescimento de 4%. Isso implica que o nível de investimento deverá voltar a crescer, pelo lado da demanda. Já pelo lado da oferta, a Indústria terá de continuar a retomada ilustrada no 3º trimestre. Notadamente, será preciso construir uma agenda clara e condizente, como essa aqui. Não é anunciando pacotes mirabolantes a cada semana que o governo alcançará o número mágico de 4%.

Dado que vivemos um cenário externo ainda nebuloso, taxa de inadimplência de pessoas físicas em 8% e elevado endividamento das famílias, as perspectivas não são nada favoráveis para um avanço contundente da taxa de investimento. É justamente por isso que as projeções de crescimento para 2013 estão caindo monotonicamente na pesquisa Focus. Meu número, em particular, gira em uma média de crescimento em torno de 0,3% ao longo do próximo ano (na margem), fechando 2013 em 3%.

Já ficou claro, leitor, que não adianta o governo ficar tentando atacar o problema da demanda, com renúncia fiscal, por exemplo. O problema está no lado da oferta. O empresário olha para o cenário e não vê boas perspectivas. Por isso não investe. Há cinco trimestres a taxa de investimento veio negativa. Está cada vez mais claro que para crescer os tais 4% o governo deve consolidar e executar aquela agenda de reformas, dando transparência e previsibilidade às suas ações. Somente isso faria a taxa de investimento em relação ao PIB avançar dos atuais 18% para algo mais que 20%. Sem esse aumento, nós teremos desequilíbrios em breve (leia-se: inflação).

Isso forçará a autoridade monetária a elevar a Selic, dado que tudo bem o regime de inflação ter sido flexibilizado, mas ir além de 6,5% já é um pouco demais. Mais inflação, Selic maior, freio no crescimento. Daí a importância de se consolidar um ambiente de volta do investimento.

E isso, porque não falamos da produtividade, nem do mercado de trabalho...

Maiores detalhes sobre o ativismo do governo aqui.

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