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Relatório #30 - Relatório de inflação

By | Indicadores

O Relatório de Inflação é um publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), no qual apresenta suas diretrizes das políticas adotadas, bem como uma análise do cenário econômico recente, e principalmente projeções para a inflação. O principal objetivo do Copom com o relatório é dar maior transparência sobre suas decisões no que tange a política monetária, e portanto, contribuir com a eficácia no controle da inflação. No post de hoje estaremos interessados em conhecer a visão do Banco Central em relação a inflação, realizando um resumo sobre o Relatório de Inflação.

Conjuntura Econômica

Para analisar a trajetória da inflação é substancialmente necessário entender o cenário econômico tanto internacional, quanto doméstico. A análise da conjuntura econômica abrange os principais indicadores da atividade econômica, passando pelas contas nacionais e analisando as pesquisa de indicadores setoriais. Perpassa também os aspectos centrais e recentes do mercado de trabalho, mercado de crédito, desempenhos das contas públicas e das contas externas.

Para o cenário internacional, analisa-se as principais economias avançadas e emergentes, bem como os importantes blocos econômicos, que exercem influencia na economia brasileira.

Cenário Externo

O cenário da economia global segue em otimismo, com recuperação e taxas de crescimento. Apesar disso, o cenário de incertezas ainda continua, com indefinições sobre o prazo de vida de medidas de aumento no gasto público para o suporte contra COVID-19, muito devido às variantes descobertas recentemente, principalmente a Ômicron.

No EUA, a economia vem se recuperando, com forte crescimento do mercado de trabalho. O mesmo ocorre na área do Euro. Por outro lado, a China vê seu crescimento desacelerando desde o 3 trimestre.

Nas cadeias globais de fornecimento, há ainda setores que possuem dificuldades em responder na produção em relação ao aumento da demanda no período de pandemia. Com grandes dificuldades logísticas, escassez de mão de obra e produtos, alguns setores possuem dificuldades de se recuperar, como o do automobilismo.

Os preços de importantes insumos também seguem pressionados, como a escassez de gás natural na Europa e o desbalanceamento entre oferta e demanda do Petróleo.  Enquanto houver o período de pandemia, em que há ainda enorme incertezas, os preços de commodities poderão ainda seguir forte correção e volatilidade.

Com isso, vê-se o cenário de inflação se elevando em países avançados, algo que não era visto há um bom tempo, além também do aumento em países emergentes.  Essa situação poderá persistir durante 2020, apesar do processo de normalização monetária de alguns países, os gargalos nas cadeias produtivas e as incertezas em relação a reabertura total da economia devem contribuir para a persistência da inflação.

 

Cenário doméstico

Em relação ao Brasil, a atividade econômica segue abaixo da expectativas, com o PIB em 2021 caindo dois trimestre seguidos (2 e 3). No último trimestre, pelo lado da oferta, o país viu forte recuo na agropecuária (-8%), estabilização na indústria (0,0%) e crescimento nos serviços (1,1%).

Pelo ótica da demanda, o consumo das famílias no último trimestres cresceu 1,1%, em consonância com o aquecimento do mercado de trabalho. O consumo do governo configurou um variação de 0,8%, apesar de ainda estar abaixo dos níveis de 2019. A Formação Bruta de Capital Físico segue em queda, com variação negativa de 0,1%. As exportações e importações seguem o mesmo caminho da FBCF, porém, de forma mais intensa com quedas de 9,8% e 8,3%.

No mercado de trabalho, o país segue em recuperação, tanto se for medido pelo Novo Caged, que segue acumulando saldos positivos de empregos formais no ano, quanto pela PNADc, que segue recuando na taxa de desocupação.

Apesar do crescimento do número de trabalhadores, o rendimento médio medido pela PNADc está em ritmo lento de recuperação, muito pela alta da inflação, bem como a recuperação incompleta do mercado de trabalho, que segue dificultando o aumento do poder de compra dos salários. Outros indicadores, como a massa de rendimento medida também pela PNADc também se encontram em nível bastante deprimido.

Em relação ao mercado de crédito, a concessão de crédito tanto direcionado, quanto livre, desaceleraram nos últimos meses, apesar de um crescimento elevado no acumulado do ano. A preocupação ocorre devido a expansão das concessões em modalidades mais caras de créditos, tais como cheque especial e cartão de crédito rotativo.

Para as taxas de juros e spread, tanto livres e direcionados quanto para pessoas físicas e jurídicas, vê-se um crescimento na margem, ocasionado pelo ajuste intenso na politica monetária.

O efeito do ajuste monetário também tem afetado o cenário fiscal, ocasionando no aumento do custo da dívida, que também tem aumentado por conta da elevação dos prêmios de risco. Para 2022, ainda há incerteza do impacto da PEC dos precatórios em conjunto com o Auxilio Brasil. Para tanto, o risco de desancoragem das expectativas de inflação prevalecem, dado as incertezas do regime fiscal e o qual seu processo de recuperação.

Nas contas externas, o Brasil, no último trimestre, viu sua balança comercial diminuir, com queda nas exportações e aumento das importação. Na conta financeira, há desaceleração do fluxo de entrada de investimento direto e carteira.

Preços

A inflação segue persistente no pais, e há a preocupação da elevação das expectativas para além do ano de 2022. Um dos principais fatores do aumento da inflação no país ocorre por conta da alta dos preços das commodities no mercado internacional, evidenciado pelo forte crescimento do Índice de Commodities - Brasil (IC-Br) desde de 2020, e a respectiva contribuição para a elevação do IPCA.

A elevação da inflação também ocorre devido ao aumento de preços de bens indústrias, que ainda sofrem de gargalos de oferta e com o aumento do preço do etanol. Ao aumento do preço dos alimentos, que sofreram com a danificação de lavouras por geadas e também pelo efeito das commodities agrícolas. Além também do aumento dos preços administrados, em que a correção foi influenciado pelo aumento de itens energéticos, como gasolina, energia elétrica e gás natural, bem como do aumento dos preços do serviços.

Portanto, pode-se entender a escalada da inflação não somente para o ano de 2021, quanto também para os anos posteriores. Uma boa forma de visualizar é através da mediana das expectativas anuais Focus para o IPCA, indicador chave para o acompanhamento da inflação no Brasil.

Apesar dos sucessivos aumentos da mediana das expectativas anuais do Focus para o IPCA, a pressão inflacionária se mostrou acima do esperado no mês de setembro, outubro e novembro, das expectativas, evidenciando a evidencia inflacionária no trimestre.

Diante de diversas incertezas externas, por conta da recuperação econômica da economia global, a possibilidade de um nova onda de COVID-19, das condições financeiras de países emergentes, além também do cenário fiscal brasileiro em conjunto com a desancoragem das expectativas de inflação, evidencia pelas expectativas de mercado, o Copom decidiu continuar o aperto monetário, elevando a taxa básica de juros, além de sinalizar que não irá ceder até que o processo de desinflação se consolide.

A batalha contra a inflação continuará, e será importante o acompanhamento da conjuntura econômica brasileira e internacional. Para tanto, aprenda sobre no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R - Versão 5.0.

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Referência

BANCO CENTRAL DO BRASIL - BCB. Relatório de Inflação. N4. Vol. 23. Disponível em https://www.bcb.gov.br/publicacoes/ri.

Projeções macroeconômicas para 2022

By | Dados Macroeconômicos, Indicadores

2022 será mais um ano novo com velhos desafios. A combinação de inflação acima da meta, atividade econômica em recessão técnica, alto desemprego e contas públicas deterioradas é ao mesmo tempo passado e futuro da economia brasileira. A perspectiva não é animadora, confira nossos números dos principais indicadores macroeconômicos abaixo.

Com a inflação corrente em patamar elevado e acima da meta, além da surpresa do IPCA em outubro, nossa projeção de inflação para 2021 é de 9,82%, convergindo para dentro do intervalo da meta somente após o segundo semestre de 2022 e encerrando em 3,74%.

O custo de trazer a inflação para meta será enorme e o Banco Central deve continuar fazendo sucessivos aumentos da taxa de juros durante o primeiro semestre de 2022, com SELIC terminal projetada em 10,75% a.a. e risco de alta.

O impacto da contração monetária será significativo, mas ainda assim o PIB deve apresentar - com otimismo - crescimento de 1,83% em 2022. O valor é abaixo da média histórica (2,20%) da série, mensurada a partir de 2000. Na variação marginal, a economia deve sair do terreno negativo somente a partir do segundo trimestre de próximo ano.

Por fim, a moeda brasileira deve seguir se desvalorizando significativamente, encerrando o ano de 2022 com a taxa de câmbio nominal cotada acima dos (R$/US$) 7,00.

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Saiba mais sobre modelos de previsão nos cursos de Macroeconomia Aplicada utilizando o R da Análise Macro.

Relatório #28 - Produção de veículos, PMC, IPCA e Copom

By | Indicadores

No Relatório AM da semana, iremos realizar uma breve analise de quatro eventos econômicos da semana: os resultados da produção de veículos, PMC e IPCA. Iremos também analisar os caminhos da decisão do COPOM na semana.

Produção de Veículos
A Produção de veículos é divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) e possui uma grande importância informacional: nos ajuda a saber o caminho do crescimento do produto interno no país.

No Mês de novembro vemos que houve uma variação marginal de 15,13%. Em comparação com o ano passado, temos um resultado negativo de 13,5% e na anual um valor de 13,75%.

Ao visualizarmos a série temporal do indicador, vemos que em junho de 2020 teve uma variação positiva grande o suficiente para que a escala do gráfico torne a visualização complicada. Para isso, podemos remover esse outlier, apenas para que possamos analisar a série nos últimos meses.

PMC

Nos últimos meses, as vendas no varejo na margem não tem apresentado resultados satisfatórios. Vemos nos últimos dois meses a queda na variação marginal, bem como a queda no mês de setembro na variação interanual. A ver o que pode acontecer com o resultado de outubro.

Podemos ver o comportamento da pesquisa mensal de comércio. Apesar da recuperação em relação a pandemia no início do ano, vemos nos últimos meses sinais de piora do indicador.

IPCA

Também ocorrerá a divulgação do IPCA na semana. Vemos nos últimos meses a escalada do indicador no ano e o aumento na margem.

Em relação a expectativa do mercado para o indicador, vemos através do boletim Focus, como tem sido no ano o aumento do IPCA em 2021 e 2022.

Copom

Na semana também ocorrerá a decisão do Copom pela mudança da taxa SELIC. Com o aumento das expectativas do IPCA nos últimos meses, temos a possibilidade do aumento da taxa SELIC. Podemos ver a escalada da expectativa do mercado medido pelo Focus no ano de 2021 e 2022 para a taxa de juros. Atualmente a taxa se encontra em 7,75%, com a possibilidade de terminar o ano em 9,25%.

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(*) Para entender mais sobre análise de conjuntura econômica, confira nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R - Versão 5.0.

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Focus é um bom preditor da trajetória econômica?

By | Economia, Indicadores

As expectativas dos agentes de mercado do sistema Focus/BCB são amplamente conhecidas e acompanhadas semanalmente, fornecendo um importante resumo estatístico do que se espera para o futuro da economia brasileira. Obviamente prever o futuro não é uma tarefa fácil ou trivial, de forma que essas projeções de mercado inerentemente carregam consigo um grau de incerteza, o que se costuma chamar como “termo de erro” no economês.

Dessa forma, especialmente para uma economia exótica como a brasileira, a incerteza associada às projeções macroeconômicas ganha uma especial importância. Uma forma interessante e prática de começar a entender o assunto pode ser uma simples comparação entre o que se projetava para uma variável macroeconômica versus o que foi de fato observado para a mesma ao longo do tempo.

O gráfico abaixo procura fazer isso, a linha vermelha representa a taxa de crescimento do PIB divulgado pelo IBGE trimestralmente e as linhas azuis são as expectativas diárias dos agentes de mercado para a trajetória futura dessa mesma variável, reportadas no sistema Focus/BCB:

Percebe-se que os economistas e colegas de profissão são, em geral, bastante otimistas em relação ao desempenho da economia, mas costumam ser frequentemente contrariados pelos dados fora de seus modelos. É importante frisar que as projeções costumam ser feitas com base em cenários para economia, de forma que a incerteza constante do dia a dia do brasileiro – sejam turbulências fiscais, políticas ou mesmo externas – dificulta uma previsão perfeita (perfect foresight), como observado no gráfico.

Para algumas das demais variáveis que compõem o Top 5 Focus, ranking das instituições com base em um índice de acerto, podemos observar comportamento semelhante.  A exceção é o caso da inflação, onde os desvios do projetado vs. observado medido pelo IPCA são bem menos evidentes.

Neste caso podemos dizer que as expectativas de inflação são racionais? Para essa discussão recomendo este post recente do economista Felipe Camargo, que aborda bem esta questão.

As trajetórias esperadas para variáveis referentes a taxa de câmbio e juros quando comparadas com os valores observados são igualmente interessantes:

 

Por fim, deixo a conclusão do questionamento levantado neste texto para o leitor, com a esperança de que as visualizações tenham sido informativas, apesar de não serem tão prazerosas à vista de quem está envolvido no processo de previsão dessas variáveis.

 

 

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Obtenha dados do sistema de expectativas Focus/BCB com o pacote meedr no R: https://github.com/schoulten/meedr

Aprenda sobre modelos preditivos aplicados a macroeconomia na Análise Macro.

Faça parte do Clube AM para ter acesso aos códigos de R.

Endogenização da taxa de câmbio e diferencial de juros

By | Comentário de Conjuntura

O Banco Central voltou a subir juros em meio a choques sobre a inflação. O aumento de juros tem como objetivo, a princípio, afetar o hiato do produto (via Curva IS), tomando a sua diferença em relação ao juro de equilíbrio. A maior ociosidade afeta os preços via Curva de Phillips, o que conclui o objetivo inicial da política monetária.

A despeito do processo acima parecer simples, ele não é, posto que está sujeito à incerteza e, ainda, à defasagens. Tanto não é imediato o efeito do juro sobre o hiato quanto não é do hiato sobre a inflação. Há muita estória por detrás das cortinas que não é o foco desse Comentário de Conjuntura.

Nosso foco aqui é uma espécie de corolário do processo de aumento de juros.

Isto porque, quando o Banco Central começa a subir juros, isso vai ter impacto na diferença entre o juro doméstico e o internacional, geralmente representado pelo juro norte-americano. Em tese, quanto maior essa diferença, maior será a apreciação cambial. Mais apreciação cambial implica em menos pressão para a inflação. Ao menos, para os bens tradeables.

O diferencial de juros aprecia a moeda doméstica porque atrai grana de estrangeiros dispostos a correr o risco de vir a esse país desorganizado chamado Brasil.

A estória que contei acima é muito boa e até que faz sentido. Mas você acreditaria nela?

Bom, eu não sou economista, apesar do bacharelado/mestrado, mas se fosse, digo, se fosse, eu não acreditaria.

Narrativas podem ser desmentidas ao sabor do vento, posto que prefiro meus modelinhos. 

Então, antes de contar essa estória aí em cima, eu rodei alguns modelinhos e também li alguma teoria.

A teoria por trás dos modelinhos, certo?

Blz. A ideia aqui é basicamente endogenizar a taxa de câmbio e construir um modelinho que consiga explicar sua trajetória ao longo do tempo. A equação vem de um box do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e pode ser descrita como segue:

(1)   \begin{equation*} \Delta e_t = \gamma_1 \Delta e_{t-1} - \alpha_1 \Delta (selic_t - FFunds_t) + \beta_1 \Delta Risco_t + (1 - \gamma_1) (\pi_t - \pi_t^{f}) + \varepsilon_t \end{equation*}

onde:

e_t é a taxa de câmbio;

selic_t é a taxa básica de juros do Br;

FFunds_t é a taxa básica de juros do US;

Risco_t é uma medida de risco;

\pi_t é a inflação do Br;

\pi_t^{f} é a inflação do US.

Sobre a equação acima, por suposto, aplicamos a restrição de que \Delta e_t = (\pi_t - \pi_t^{f}), isto é, a variação do câmbio nominal, no equilíbrio, deve ser igual ao diferencial de inflação.

Uma vez que tenhamos a nossa equação e a nossa restrição, podemos colocar a mão na massa. Antes de mais nada, carregamos alguns pacotes.


library(tidyverse)
library(ecoseries)
library(rbcb)
library(quantmod)
library(timetk)
library(tstools)
library(lubridate)
library(dynlm)
library(restriktor)
library(stargazer)
library(broom)

E depois vamos à Selva coletar os dados...


## Pegar Selic, IPCA e Câmbio no Banco Central
series = list(selic = 4189, ipca = 433, cambio = 3698)
data = get_series(series) %>%
reduce(inner_join) %>%
mutate(inflacao_br_3m = acum_p(ipca,3))

## Pegar CPI US e FED Funds no FRED St. Louis
cpi_us = quantmod::getSymbols("CPIAUCSL", src='FRED')
cpi_us = timetk::tk_tbl(CPIAUCSL, preserve_index = TRUE, rename_index = "date") %>%
rename(cpi = CPIAUCSL) %>%
mutate(inflacao_us_3m = (cpi/lag(cpi,3)-1)*100)
fed_funds = quantmod::getSymbols("FEDFUNDS", src='FRED')
fed_funds = timetk::tk_tbl(FEDFUNDS, preserve_index = TRUE, rename_index = "date")

## Pegar EMBI no IPEADATA
premio_risco = series_ipeadata(40940, periodicity = 'D') %>%
reduce(inner_join) %>%
rename(date = data, embi = valor) %>%
group_by(date = floor_date(date, 'month')) %>%
summarise(embi = mean(embi))

Uma vez que os dados estejam disponíveis, nós podemos tratá-los e deixá-los em condições de estimar a equação que ilustra esse Comentário.

Para quem tiver interesse nessa parte do código, não se acanhe em conhecer o Clube AM. Todos os códigos de todos os Comentários estão disponíveis lá. Além de outras coisas...

A tabela abaixo ilustra os coeficientes do modelo com restrição.

Modelo com restrição
Estimate Std. Error t value Pr(> | t| )
dlcambio_l1 0.571 0.063 9.000 0
ddif_juros -0.538 0.312 -1.723 0.089
dlrisco 0.190 0.025 7.554 0
dif_inflacao 0.429 0.063 6.766 0

Como se vê, o coeficiente do diferencial de juros é negativo, o que implica em apreciação cambial quando o diferencial de juros aumenta. Igualzinho à narrativa que contei acima. O risco por seu turno é positivo, mais risco, mais depreciação cambial, assim como o diferencial de inflação.

A seguir, colocamos os coeficientes em um gráfico como abaixo. O mesmo gráfico feito em um exercício no hoje extinto Clube do Código sobre repasse cambial, de autoria do Renato Lerípio.

Como se pode ver, há bastante incerteza em relação ao tamanho do coeficiente do diferencial de juros, considerando um IC de 90%.

Para além disso, talvez o mais interessante da macroeconomia seja a interdependência entre as variáveis do sistema, de sorte que o banqueiro central - nesse caso - deva tomar o máximo de cuidado para não acertar o que não viu...
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