Na semana passada, o Banco Central e a Secretaria do Tesouro Nacional divulgaram os dados referentes ao resultado primário do governo central, as necessidades de financiamento do setor público e o estoque de endividamento público. Com efeito, aproveitamos para atualizar, no âmbito do Clube do Código, o Monitor Fiscal, que coleta os dados disponibilizados por essas fontes através do R, montando assim uma apresentação automática sobre a situação fiscal do país. Também na semana passada, a propósito, o IBGE divulgou os dados referentes à PNAD Contínua, sobre o trimestre móvel encerrado em fevereiro. A pesquisa também conta com script automático disponível no Clube do Código. Membros do Clube, como de hábito, têm acesso a todos os códigos de R e de LaTeX que foram utilizados para gerar as apresentações. A seguir, destacamos alguns aspectos dos resultados fiscais e do desemprego.

Os dados do desemprego referentes ao trimestre móvel terminado em fevereiro acompanharam a sazonalidade. Tipicamente, o desemprego brasileiro aumenta nos meses de janeiro, fevereiro e março, se reduzindo nos meses seguintes. O gráfico abaixo ilustra.

Com efeito, na passagem de janeiro para fevereiro, a taxa de desemprego passou de 12,2% para 12,6%. A boa notícia, porém, é que na passagem interanual, o desemprego continuou mostrando a tendência de queda que vem configurando sua trajetória nos últimos meses. O gráfico abaixo ilustra.

Maiores detalhes podem ser vistos nos slides da apresentação sobre a PNAD Contínua aqui. Já sobre os dados fiscais, o Monitor Fiscal preparado para os membros do Clube do Código possui 60 slides com informações sobre as contas do governo central, as necessidades de financiamento do setor público consolidado, além de dados sobre o estoque de endividamento. Como destaque, chama atenção a recuperação do resultado primário, após um longo inverno de deterioração. O gráfico abaixo ilustra.

Ao desagregarmos as receitas e despesas do governo central, a propósito, chama atenção o comportamento dos gastos com previdência. No gráfico abaixo, onde deflacionamos os dados, colocando os mesmos a preços de fevereiro de 2018, e acumulamos em 12 meses, é nítido o comportamento explosivo dos gastos com INSS.

O relatório destrincha o resultado primário do governo central, desagregando os dados tanto pelo lado da receita quanto pelo lado da despesa. São criadas métricas de avaliação, tais como comparações deflacionadas, em relação ao PIB, variações interanuais e da média móvel anual, de modo a cobrir toda a análise de dados fiscais. Ademais, também são vistos os dados agregados referentes ao setor público consolidado, no que se refere ao resultado primário, o gasto com juros e o déficit nominal. Chama atenção nesse aspecto o efeito da fatídica reunião de agosto de 2011 que daria início a uma guinada na política monetária brasileira, tendo importantes repercussões sobre a situação fiscal. O gráfico abaixo ilustra. O leitor pode conferir tudo isso e muito mais na apresentação completa do Monitor, disponível aqui. Caso queira ter acesso aos códigos de R da apresentação, basta assinar o Clube do Código.

Por fim, para essa primeira semana de abril, o destaque é a divulgação amanhã, 03/04, da Produção Industrial, pelo IBGE, também referente a fevereiro. A pesquisa também conta com script automático no âmbito do Clube do Código.

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