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[Focus] Expectativa para a Selic cai para 5,25%

By | Indicadores

A semana é marcada pela divulgação de alguns indicadores importantes na macroeconomia. Amanhã, o Banco Central divulga a ata do COPOM, onde detalha a decisão de reduzir o juro básico em 50 pontos-base na quarta-feira passada. Também amanhã é divulgada a produção de veículos, item que antecipa o resultado da produção industrial. Na quarta-feira, o IBGE divulga as vendas do varejo, na quinta, o IPCA e na sexta, a PMS.

A expectativa em relação à ata do COPOM é que haja algum detalhamento sobre o tamanho desse ciclo de corte. No comunicado pós-decisão, o Comitê se comprometeu com mais um ajuste de 50 pontos, o que levaria a taxa básica para 5,5%. No mercado, entretanto, houve ajuste para a Selic esperada no final do ano para 5,25% a.a. A expectativa para as demais variáveis se manteve constante.

Ao longo da semana aqui na Análise Macro, vou falar um pouco sobre esses indicadores e como podemos usar o R para analisá-los. Para isso, fique atento às nossas redes sociais:

Semana agitada na macroeconomia

By | Indicadores

A semana será bastante agitada no Brasil e no mundo, com a divulgação de vários indicadores importantes. Por aqui, tem a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, que deve reduzir o juro básico em 50 pontos-base. Além disso, há a divulgação de indicadores fiscais, de indicadores de confiança, da PNAD Contínua e da Produção Industrial. No mundo, o destaque é a decisão do FOMC sobre a taxa de juros nos Estados Unidos.

Hoje pela manhã, diga-se, foi divulgado o boletim Focus, com manutenção do crescimento esperado para esse ano em 0,82% e da expectativa para a taxa básica em 5,5% a.a.

Ao longo da semana aqui na Análise Macro, vou falar um pouco sobre esses indicadores e como podemos usar o R para analisá-los. Para isso, fique atento às nossas redes sociais:

Previdência interrompe queda na expectativa de crescimento para 2019

By | Indicadores

O boletim Focus divulgado hoje pela manhã trouxe uma boa notícia. Após 20 semanas ladeira abaixo, houve uma leve reversão na expectativa de crescimento para 2019. De 0,81% para 0,82%. A razão para isso é provavelmente a aprovação do texto da reforma da previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

A expectativa para a inflação em 2019 caiu de 3,82 para 3,78%, abaixo, portanto, da meta de 4,25%. O câmbio também caiu para 3,75 R$/US$.

Com esse cenário, fica a expectativa de corte na taxa básica de juros na próxima reunião do COPOM, a ocorrer nos dias 30 e 31 desse mês.

No campo dos indicadores, a semana é marcada pela divulgação do IPCA-15 e do CAGED.

Estamos virando a página da recessão?

By | Indicadores, PIB

Vivemos uma das mais longas e profundas recessões da nossa história. Imagino que você, tanto quanto eu, queira virar essa página. Mas estamos perto da virada?

A melhora dos indicadores de confiança é um dos primeiros sinais de reversão da atividade econômica, porém também pode mostrar “falsos positivos”. Foi isto que aconteceu com os índices agregados em meados do ano passado.

Agora, os índices entraram em uma fase de recuperação que aparenta ser mais sólida. Todas as sondagens divulgadas pela FGV esta semana mostraram crescimento em março, confirmando tendência positiva nos últimos três meses. A sondagem da indústria, por exemplo, subiu 3,3%, atingindo o maior patamar desde maio de 2014. A recuperação é difundida entre os diversos setores considerados nas pesquisas.

A melhora de indicadores macroeconômicos nos últimos meses aumenta a esperança de que estejamos, enfim, saindo do fundo do poço. Pelo lado do consumidor, a rápida queda da inflação alivia a perda de poder de compra. E a liberação das contas inativas do FGTS não deixa de ser uma ajuda ao consumo e à redução do endividamento. Pelo lado das empresas, a trajetória declinante de juros reduz o custo de capital.

 

Será que enfim estamos diante da recuperação econômica?

 

Após o impeachment da presidente Dilma Rouseff, os indicadores captaram rápido crescimento da confiança. Entretanto eles eram quase exclusivamente formados por expectativas quanto ao futuro, sem respaldo na situação presente da economia. O caso mais claro é o da confiança do consumidor, conforme o gráfico abaixo.

No fim de 2016 houve certa “correção” do excesso de otimismo e, desde então, os índices ensaiam nova recuperação. Neste ciclo atual as expectativas ainda são o principal driver de alta, mas a “situação atual” começou a reagir. As intenções de compras de bens duráveis subiram, o estoque da indústria está mais ajustado e os índices de emprego deixaram de piorar. Mas note que os índices de confiança ainda estão muito baixos quando comparados às médias históricas, próximas de 100 pontos.

Em suma, as mudanças no ambiente macroeconômico e a recuperação mais disseminada na abertura das sondagens de confiança aumentam as chances de que estejamos no turning point da atividade econômica. Mas vale deixar claro que a retomada da economia só será possível se combatermos diversos desafios, como o desarranjo fiscal do governo e a incerteza politica. Por enquanto, o desemprego tende a aumentar e o consumo a retomar força de forma muito lenta.

Ainda podemos ter vários percalços. Tomara que eles não nos impeçam de sermos içados do poço.

 

Redução de Incerteza

By | Indicadores, PIB

O IBRE/FGV divulgou hoje o Índice de Incerteza Econômica atualizado até fevereiro/2017. A novidade é que o índice capturou uma queda na incerteza econômica nos últimos meses. De fato, se passarmos uma média móvel de seis meses, é possível verificar na ponta uma leve tendência de queda, como mostrado no gráfico abaixo. Segundo o próprio IBRE, "O retorno do indicador de incerteza ao nível de dois anos atrás sugere que, ao menos no front econômico, a incerteza vem diminuindo nos últimos meses. O resultado parece refletir notícias favoráveis como a redução da inflação e dos juros, além da aprovação da PEC de limitação de gastos públicos para os próximos anos". Não deixa de ser uma boa notícia, não? 🙂

Para saber como baixar o índice usando o R, veja esse post aqui.

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