Category

Indicadores

Crescimento esperado para 2020 começa a cair

By | Indicadores

Nas semanas anteriores, o IBGE divulgou os dados de nível de atividade das pesquisas de alta frequência (PMC, PMS e PIM-PF) referentes a dezembro. O Banco Central também divulgou o seu indicador de nível de atividade, o IBC-Br. Os resultados foram negativos na margem, mostrando uma dissipação dos efeitos do FGTS no quarto trimestre. Com efeito, há um início de revisão pelas instituições participantes do boletim Focus na expectativa de crescimento para esse ano.

Há uma semana era esperado crescimento de 2,3% para 2020. Agora, o crescimento está em torno de 2,23%. A piora nos indicadores de nível de atividade mostra que a recuperação da economia brasileira ainda é bastante incipiente. Corrobora com esse cenário a permanência dos núcleos de inflação no limite inferior da meta.

Esse cenário de atividade fraca e núcleos inflação mostrando ociosidade ainda elevada começa a levar a uma revisão na expectativa de juros para o ano que vem. Os participantes do TOP5 Médio Prazo já enxergam uma taxa de juros de 5,75% no final de 2021, abaixo dos 6,25% que eram projetados há quatro semanas. A mediana do mercado também revisou a expectativa para 6% na semana passada.

A semana, por fim, é marcada pela divulgação do IPCA-15 e pelos dados do CAGED.

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Expectativa de inflação para 2020 despenca

By | Indicadores

O IBGE divulgou na última sexta-feira a inflação medida pelo IPCA. Dois pontos sobre o dado divulgado. Primeiro, parece que o choque de proteínas que afetou o índice cheio no último trimestre de 2019 está se dissipando. Segundo, a despeito dos diversos choques que afetaram o índice cheio nos últimos anos, a média dos 7 núcleos de inflação - que buscam expurgar esses choques, concentrando-se na tendência da inflação ao longo do tempo - mantém-se próxima ao limite inferior da meta. Isso é uma evidência forte de que a economia brasileira caminha com elevada ociosidade, mantendo a necessidade de política monetária ainda estimulativa.

Para ilustrar esse ponto, podemos ver uma evidência bastante consagrada na literatura que é a existência de uma correlação negativa entre desemprego - uma medida de ociosidade da economia - e a taxa de inflação. Para isso, vamos carregar alguns pacotes do R, como abaixo.


library(BETS)
library(ggplot2)
library(png)
library(grid)

Podemos agora coletar os dados diretamente do site do Banco Central. Pegamos a taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua e a taxa de inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA.


desemprego = BETSget(24369, from='2012-03-01', to='2018-12-01')
inflacao = BETSget(13522, from='2013-03-01', to='2019-12-01')
data = data.frame(desemprego=desemprego, inflacao=inflacao)

Com os dados coletados, nós podemos construir o gráfico abaixo.

Como se vê, há uma correlação negativa entre desemprego e inflação, relação essa bastante conhecida pelos economistas. O gráfico a seguir, por suposto, mostra o comportamento da inflação cheia e dos núcleos de inflação.

Enquanto a inflação cheia foi contaminada pelo choque de proteínas no último trimestre de 2019, a média dos sete núcleos de inflação - que tentam expurgar choques que afetam o índice cheio - se manteve próxima ao limite inferior da meta. Isso é uma evidência de que a ociosidade da economia brasileira ainda segue bastante elevada.

Não por outro motivo, houve redução importante na inflação esperada para 2020 no boletim Focus, como pode ser visto no gráfico abaixo.

A expectativa caiu de 3,4% para 3,25% na mediana das instituições que participam do boletim Focus.

A semana, por fim, é marcada pela divulgação da ata do COPOM amanhã, pelas vendas do varejo na quarta-feira, pela PMS na quinta-feira e pelo IBC-Br na sexta-feira. Momento importante para fazer um balanço sobre o nível de atividade no final de 2019.

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Selic deve ir a 4,25%

By | Indicadores

A semana é marcada pela decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros. O consenso de mercado espera por mais uma queda de 25 pontos-base, o que levaria a taxa para 4,25%, menor patamar da série histórica. A trajetória do hiato do produto e da inflação, diga-se, são condizentes com essa expectativa.

Para além disso, a semana conta com a divulgação da produção industrial referente a dezembro amanhã e do IPCA de janeiro na sexta-feira.

_______________



(***) Uma apresentação em RMarkdown do boletim Focus está disponível aqui.

A influência do TOP5 nas expectativas do boletim Focus

By | Indicadores

O boletim Focus divulgado agora há pouco trouxe correção importante na taxa básica de juros esperada pelo mercado para o fim de 2020. Antes estacionada em 4,5%, agora há a expectativa de mais um corte de 25 pontos-base, em linha com o que era esperado pelo grupo TOP 5 Médio Prazo desde o início de dezembro. De fato, como pode ser visto no gráfico abaixo, há uma correlação positiva entre as expectativas.

Através de testes estatísticos, que são ensinados no nosso Curso de Séries Temporais usando o R, inclusive, é possível mostrar que essa correlação é também uma causalidade, no sentido das expectativas do TOP5 para as expectativas do Focus. Ou seja, o grupo TOP5 influencia as expectativas dos demais agentes.

Em relação às demais variáveis, houve também correção na inflação esperada - de 3,56% para 3,47% - e no câmbio - de 4,05 R$/US$ para 4,10 R$/US$.

A semana, por fim, é marcada pela divulgação da taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua na sexta-feira.

_______________



(***) Uma apresentação em RMarkdown do boletim Focus está disponível aqui.

Relação entre inflação e expectativa ainda é forte no Brasil

By | Indicadores

O boletim Focus divulgado agora há pouco mostra leve correção para baixo na inflação esperada para esse ano. De 3,58% para 3,56%. Mais importante do que o tamanho da correção, porém, é o sinal, dado que o mesmo mostra uma expectativa do mercado de que os choques recentes que afetaram o índice cheio não devem comprometer a trajetória da inflação ao longo de 2020.  Em outros termos, espera-se que os choques se dissipem no curto prazo.

Essa é, de fato, uma boa notícia uma vez que a expectativa de inflação no Brasil guarda (ainda) forte correlação com a inflação observada. Como é possível ver no gráfico acima, a expectativa dos agentes 12 meses à frente segue colada à inflação efetivamente observada ao longo do tempo. A seguir, plotamos um gráfico de correlação entre as variáveis.

Como é possível verificar, na região de um dígito, essa correlação é mais forte, indicando que a partir de um determinado nível, os agentes perdem o guidance gerado pela meta de inflação. A amostra do gráfico contém 218 observações mensais, para o período entre novembro de 2001 e dezembro de 2019. Os dados estão disponíveis no Banco Central.

É esperado, com efeito, que choques na inflação tenham impacto sobre as expectativas dos agentes. Hipótese que testaremos na Edição 73 do Clube do Código, a ser divulgada na próxima sexta-feira para membros do Clube e alunos do plano premium dos nossos Cursos Aplicados de R.

______________________

(***) Uma apresentação em RMarkdown do boletim Focus está disponível aqui.

Cadastre-se na newsletter
e receba nossas novidades em primeira mão!