Category

Indicadores

Focus: pandemia ainda não atingiu a previsão média do mercado

By | Indicadores

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe hoje pela manhã as previsões do mercado para o crescimento em 2020. A mediana ficou em 1,48%, enquanto a média caiu para 0,89%. Esses números colocam o mercado em posição mais otimista que o governo, com previsão de crescimento revisada recentemente para 0,02%.

Há também a possibilidade do mercado não estar conseguindo avaliar de forma adequada o impacto do coronavírus sobre o crescimento econômico. Nesse momento, a melhor previsão deve ser feita através de matrizes insumo-produto, a partir das contas nacionais, e não necessariamente por meio de modelos econométricos.

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Momento atual atinge novo patamar de preocupação

By | Indicadores

A crise provocada pelo avanço do coronavírus pelo mundo e pela queda de braço dentro da Opep atingiu um novo patamar de preocupação. A sequência inédita de circuit breakers nas bolsas internacionais (que continuam nessa segunda-feira) é um forte indicador do momento crítico que estamos vivendo. Com efeito, vamos dar uma olhada em alguns desses indicadores com o R. A seguir carregamos alguns pacotes.


library(quantmod)
library(BatchGetSymbols)
library(ggplot2)
library(scales)
library(forecast)
library(xts)
library(gridExtra)
library(tidyverse)

Baixamos a seguir o índice Bovespa, a taxa de câmbio e o índice VIX.


getSymbols("BRL=X",src="yahoo")
getSymbols("^BVSP",src="yahoo")
getSymbols('VIXCLS', src='FRED')

Colocamos um gráfico das três séries logo abaixo.

O momento tenso também pode ser visto de um outro ponto de vista. Através da variação do índice bovespa. Colocamos um gráfico abaixo.

Não há precedentes sobre o que está ocorrendo no mundo. Nem mesmo a crise de 2008 gerou uma sequência de quedas tão fortes como o que estamos vendo aqui. Não por outro motivo, o Federal Reserve alterou ontem a meta para a taxa básica de juros, colocando-a entre 0% e 0,25%, além de anunciar um pacote gigantesco de apoio ao sistema financeiro. Abaixo, colocamos um gráfico com o avanço do coronavírus em países selecionados (Brasil, incluído).

Com dados atualizados até 15/03, segundo o CSSE da Johns Hopkins, o total de casos confirmados atinge 167,4 mil. Para além disso, como é possível ver na curva acima, o crescimento do número de casos segue em trajetória exponencial. Não por outro motivo, medidas de lockdown são tão necessárias, de modo a não sobrecarregar os sistemas de saúde. O gráfico a seguir ilustra o formato da curva de crescimento dos casos confirmados, tomando a média diária mundial.

Com todo esse contexto, não surpreende que as perspectivas para o boletim Focus tenham se deteriorado. O gráfico a seguir ilustra.

Ao longo da semana, vou mostrar como é possível usar o R para analisar a montanha de dados que temos à disposição sobre a crise. De casa, em quarentena! 🙂

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Semana começa com Circuit Breaker no Ibovespa

By | Indicadores

Semana abre com circuit breaker na Bolsa de SP. Momento em que a bolsa pára com uma queda de 10% no IBOV. A última vez que isso foi no Joesley Day, em maio de 2017, quando do vazamento de áudios entre o Joesley Batista, dono da JBS e o ex-presidente Michel Temer.

O evento dessa segunda-feira reflete a retaliação da Arábia Saudita à decisão russa de não aderir ao corte de produção estipulado pela Opep. O racha no cartel desencadeou uma forte correção para baixo no preço do Brent, tendo consequências catastróficas sobre os mercados globais.

A bomba de hoje se soma aos problemas com o coronavírus, fazendo despencar o IBOV para baixo dos 90 mil pontos e o câmbio flertar com 0s 4,80 R$/US$.

No Focus, o crescimento médio esperado para 2020 caiu mais uma vez e agora é cotado em 1,95%. O câmbio segue tendência de alta agora para 4,22 R$/US$ no final do ano. Já a inflação mediana está agora em 3,2%. A despeito da mediana esperada para a taxa Selic ainda permanecer em 4,25%, deve haver correção para baixo nos próximos dias. O TOP5 médio prazo já coloca a mediana esperada para a Selic em 3,5%, enquanto o curto prazo está em 4%.

Diante dos eventos das últimas semanas, o Banco Central deve mesmo reduzir a taxa básica de juros mais uma vez na próxima reunião. O call é de corte de 50 pontos-base, o que levaria a selic para 3,75% a.a.

Por fim, a semana é marcada pela divulgação da produção industrial amanhã e do IPCA na quarta-feira.

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


O Banco Central deve intervir no câmbio?

By | Indicadores

Com a taxa de câmbio R$/US$ atingindo valores nominais elevados no curto prazo, uma pergunta natural tem sido feita no mercado: o Banco Central vai intervir? A resposta é meio direta: não deveria. Afinal, o câmbio é considerado flutuante no país. Se é assim, o esperado é que ele flutue mesmo, para baixo ou para cima.

Na prática, contudo, com base em exercícios feitos no âmbito do Clube do Código, o Banco Central não fica inerte a movimentos na taxa de câmbio. Ele, de fato, reage de forma defasada à mudanças na volatilidade do câmbio com mudanças na taxa básica de juros. Também, e principalmente, utiliza swaps cambiais para reagir a choques na taxa de câmbio em si.

Não é comum, por suposto, o uso de reservas cambiais para isso. O Banco Central tem preferido, historicamente, utilizar swaps para essa função.

Isso dito, qual o efeito da atual desvalorização cambial sobre a inflação, principal objetivo da autoridade monetária?

Aqui é importante ressaltar que nos modelos do Banco Central, ele utiliza como proxy para capturar a inflação externa o IC-Br, índice de commodities do próprio banco, cotado em moeda estrangeira e convertido em reais. Para maiores detalhes, consulte a edição 48 do Clube do Código.

Uma vez que as commodities estão em trajetória decrescente no curto prazo, não é de espantar que as expectativas do Focus para a inflação se mantenham em queda nas últimas semanas.

 

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Crescimento esperado para 2020 começa a cair

By | Indicadores

Nas semanas anteriores, o IBGE divulgou os dados de nível de atividade das pesquisas de alta frequência (PMC, PMS e PIM-PF) referentes a dezembro. O Banco Central também divulgou o seu indicador de nível de atividade, o IBC-Br. Os resultados foram negativos na margem, mostrando uma dissipação dos efeitos do FGTS no quarto trimestre. Com efeito, há um início de revisão pelas instituições participantes do boletim Focus na expectativa de crescimento para esse ano.

Há uma semana era esperado crescimento de 2,3% para 2020. Agora, o crescimento está em torno de 2,23%. A piora nos indicadores de nível de atividade mostra que a recuperação da economia brasileira ainda é bastante incipiente. Corrobora com esse cenário a permanência dos núcleos de inflação no limite inferior da meta.

Esse cenário de atividade fraca e núcleos inflação mostrando ociosidade ainda elevada começa a levar a uma revisão na expectativa de juros para o ano que vem. Os participantes do TOP5 Médio Prazo já enxergam uma taxa de juros de 5,75% no final de 2021, abaixo dos 6,25% que eram projetados há quatro semanas. A mediana do mercado também revisou a expectativa para 6% na semana passada.

A semana, por fim, é marcada pela divulgação do IPCA-15 e pelos dados do CAGED.

(*) Isso e muito mais você aprende em nossos Cursos Aplicados de R.

___________


Cadastre-se na newsletter
e receba nossas novidades em primeira mão!