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Relação entre inflação e expectativa ainda é forte no Brasil

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O boletim Focus divulgado agora há pouco mostra leve correção para baixo na inflação esperada para esse ano. De 3,58% para 3,56%. Mais importante do que o tamanho da correção, porém, é o sinal, dado que o mesmo mostra uma expectativa do mercado de que os choques recentes que afetaram o índice cheio não devem comprometer a trajetória da inflação ao longo de 2020.  Em outros termos, espera-se que os choques se dissipem no curto prazo.

Essa é, de fato, uma boa notícia uma vez que a expectativa de inflação no Brasil guarda (ainda) forte correlação com a inflação observada. Como é possível ver no gráfico acima, a expectativa dos agentes 12 meses à frente segue colada à inflação efetivamente observada ao longo do tempo. A seguir, plotamos um gráfico de correlação entre as variáveis.

Como é possível verificar, na região de um dígito, essa correlação é mais forte, indicando que a partir de um determinado nível, os agentes perdem o guidance gerado pela meta de inflação. A amostra do gráfico contém 218 observações mensais, para o período entre novembro de 2001 e dezembro de 2019. Os dados estão disponíveis no Banco Central.

É esperado, com efeito, que choques na inflação tenham impacto sobre as expectativas dos agentes. Hipótese que testaremos na Edição 73 do Clube do Código, a ser divulgada na próxima sexta-feira para membros do Clube e alunos do plano premium dos nossos Cursos Aplicados de R.

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(***) Uma apresentação em RMarkdown do boletim Focus está disponível aqui.

Inflação esperada para 2020 segue abaixo da meta

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A despeito dos choques que ocorreram sobre a inflação no final de 2019, o mercado continua esperando uma inflação abaixo da meta em 2020. O boletim Focus divulgado hoje pela manhã mostra um pequeno ajuste de 3,6% para 3,58% na inflação mediana esperada para esse ano. Ou seja, o mercado acredita que os choques se dissiparão, não comprometendo assim o índice cheio.

No grupo do TOP5, a inflação esperada para 2020 caiu para 3,43%. No mais, a semana é marcada pela divulgação da PMS amanhã, as Vendas do Varejo na quarta-feira e pelo IBC-Br na quinta. Todas as pesquisas contam com scripts automáticos que são ensinados/disponibilizados no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

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(***) Uma apresentação em RMarkdown do boletim Focus está disponível aqui.

Análise do 1º Boletim Focus de 2020

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Houve quase nenhuma alteração nas expectativas dos agentes ouvidos pelo boletim Focus entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro. O quadro abaixo resume.

A expectativa é pelo repasse do preço do petróleo sobre a inflação nesse início de 2020, bem como a alteração na mensagem do Banco Central. Ao que parece, o ciclo de afrouxamento monetário deve mesmo ter encerrado em 4,5% diante dos novos acontecimentos no cenário externo. A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 4 e 5 de fevereiro.

Na semana serão divulgados a produção e venda de veículos amanhã, a produção industrial na quinta-feira e o IPCA de dezembro na sexta-feira.

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Último Focus do ano: um 2020 melhor do que os anos anteriores

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As instituições ouvidas pelo boletim Focus do Banco Central esperam um 2020 melhor do que os anos anteriores. Para o crescimento, houve correção para cima pela oitava semana seguida. Agora, os agentes esperam crescimento de 2,3% no ano que vem. Para a inflação, espera-se que a mesma ficará abaixo da meta, em 3,6%.

O erro das projeções do Focus é conhecido, mas salvo choques não antecipados, tudo indica que, de fato, teremos um 2020 melhor. Ao menos, pelos dados de atividade divulgados ao longo do segundo semestre, vemos uma economia crescendo na margem próximo a 2,5%.

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Focus: mais crescimento com inflação sob controle em 2020

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Os agentes ouvidos pelo boletim Focus do Banco Central seguem revisando suas expectativas para o crescimento econômico de 2020. No último dado disponível, divulgado hoje pela manhã, a expectativa mediana para o próximo ano está em 2,28%, em uma convergência para crescimento de 2,5%.

 

O crescimento mais próximo de 2,5%, na verdade já começa a aparecer nos dados de emprego formal expressos no CAGED, importante indicador antecedente do crescimento econômico. A média móvel anual do saldo entre admitidos e demitidos chegou a 44,3 mil em novembro. Em termos de comparação, ela era de 35,5 mil em novembro de 2018 e de -21,4 mil em novembro de 2017. Em palavras outras, há uma aceleração em curso no mercado de trabalho formal, condizente com crescimento entre 2,5% e 3%.

A revisão no crescimento esperado para 2020, a propósito, ainda não causou maiores pressões sobre a inflação esperada. A mediana das expectativas dos agentes permanece em 3,6%, enquanto o TOP5 [Curto Prazo] está levemente acima, em 3,68%. Ambas as expectativas estão abaixo da meta para o ano que vem, que é de 4%.

 

As projeções dos agentes, diga-se, estão em linha com as projeções do próprio Banco Central, reveladas pelo último Relatório Trimestral de Inflação. A inflação esperada para 2020 vai de 3,5% a 3,7%, considerando diferentes cenários para taxa Selic e câmbio.

Em palavras outras, se as expectativas se concretizarem, teremos um 2020 com crescimento entre 2,5%-3%, com inflação próxima à meta.

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