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Expectativa de queda do PIB em 2020 melhora pela 4ª semana

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O tombo vai ser grande e as consequências da pandemia ainda são difíceis de serem totalmente projetadas. Mas é provável que tudo seja menor do que o pico do pessimismo dos últimos meses. A expectativa de queda do PIB, por exemplo, tem recuado nas últimas semanas, quando a referência é o boletim Focus do Banco Central. Atualmente, a mediana do mercado espera queda de 5,77% em 2020.

As pesquisas de alta frequência de nível de atividade parecem dar suporte a essa tese, ainda que, ressalto, seja cedo para qualquer diagnóstico preciso. O Brasil é um país continental, de modo que os diferentes estados e municípios estão em estágios completamente distintos da contaminação pelo Covid19. As capitais do Rio e de SP, por exemplo, deixaram para trás o pior da doença há muitas semanas - provavelmente o pico ocorreu em maio nesses lugares. E agora, a doença ganha o interior do país. O impacto desse quadro sobre o nível de atividade é bastante delicado de se modelar.

Feita a ressalva, é possível verificar que as cadeias de produção se adaptaram ao "novo normal", que irá vigorar até a existência de imunidade completa. Deve-se agora "lamber as feridas", contabilizar o número de falências e verificar o impacto na capacidade produtiva do país - como sinalizei aqui.

Por fim, a semana é marcada pela divulgação da taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua e pelo Novo CAGED.

Os dados aqui referidos são coletados de forma automática com o R.

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(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

Expectativa de crescimento em 2020 estaciona em -6,5%

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As expectativas de crescimento nesse ano parecem que, de fato, encontraram um limite próximo a -6,5%. Tudo indica que se não ocorrer uma segunda onda de infecções deverá ocorrer surpresas positivas para o crescimento no segundo semestre. Um dado que reforçou essa expectativa é o da produção industrial, que após recuar 18,8% em abril, cresceu 6,9% na margem. Ainda é cedo para dizer que isso sinaliza uma recuperação em "V", mas parece ser suficiente para "estancar" o pessimismo.

Na comparação interanual, a produção industrial continuou no terreno negativo em maio, com -21,8%, após registrar 27,3% em abril.

A produção de veículos de junho, divulgada hoje pela manhã, vai na direção da recuperação na margem, com avanço de 129% na comparação com maio. A recuperação ainda é lenta, tomada como métrica a comparação interanual, que ainda registra variação negativa (-57,6% na comparação com junho de 2019).

A semana é marcada pela divulgação de dados do CAGED, vendas no varejo, serviços e IPCA.

Os dados aqui referidos são coletados de forma automática com o R.

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Selic esperada para o fim de 2020 vai a 2%

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A ata do COPOM divulgada na semana passada fez as instituições ouvidas pelo boletim fazerem, na média, uma leve correção na expectativa para a taxa básica de juros no final do ano para 2%. Isto é, os participantes do Focus esperam mais um corte de 25 pontos-base na taxa Selic.

Sobre a expectativa para o PIB, houve um retrocesso em relação ao alívio da semana anterior. Uma leve correção para baixo de -6,5% para -6,54% para a expectativa média para o crescimento esse ano. A boa notícia é que o desvio-padrão das expectativas continua caindo, mostrando que aos poucos os agentes estão conseguindo "tatear" o fundo do poço.

Os dados do boletim Focus são coletados de forma automática com o R a partir da base de dados do Banco Central.

A semana é marcada pela divulgação de dados de mercado de trabalho e pela produção industrial, que abre uma série de indicadores de atividade a serem divulgados sobre o mês de maio.

(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

Focus: parou de piorar

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O boletim Focus divulgado agora há pouco pelo Banco Central trouxe uma boa notícia: as expectativas para a queda do PIB recuaram pela primeira vez desde o início da pandemia. Agora, o mercado espera -6,5%, contra -6,51% na semana passada. A magnitude, por óbvio, é irrelevante, importante que a expectativa média parece ter encontrado uma espécie de fundo do poço para a queda do PIB esse ano.

A inflação esperada para 2020 está em 1,64% e o câmbio esperado para o final do ano em 4,82 R$/US$. A Selic esperada para o fim do ano está em 2,05%. Abaixo, vemos também que houve um recuo no desvio-padrão das expectativas do boletim Focus, mostrando uma maior convergência das expectativas.

A ver se esse comportamento reflete uma tendência.

(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

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Análise do IBC-Br com o R

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Hoje pela manhã o IBGE divulgou mais um indicador referente à atividade em abril: o IBC-Br, o Índice de Nível de Atividade do Banco Central. É outra pesquisa que também conta com script automático de coleta, tratamento e visualização de dados no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R. Na comparação interanual, houve queda de 15,09% no IBC-Br em abril. O acumulado em 12 meses também foi para terreno negativo, registrando -0,52%. O IBC-Br, por construção, retrata o que ocorre com as pesquisas de alta frequência da indústria, comércio e serviços.

Uma apresentação dos dados está disponível aqui.

(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

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