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Melhora nas previsões para o crescimento em 2020

By | Indicadores

O boletim Focus divulgado hoje de manhã pelo Banco Central trouxe um leve deslocamento nos intervalos da projeção para o crescimento da economia brasileira em 2020, refletindo os dados do PIB e da Produção Industrial divulgados na semana passada. A análise desses dados com o R faz parte do nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R. Abaixo, um gráfico com a previsão média e os respectivos limites.

O crescimento máximo foi corrigido de -3,83% para -1,63% e o mínimo de -10,02% para -9,08%. O crescimento médio esperado está em -5,32%.

A incerteza em relação aos números do PIB em 2020 ainda é bastante considerável, mas lentamente há mais revisões positivas do que negativas para o tombo. Contribuiu para isso, os resultados da produção industrial, que avançou fortemente em maio, junho e julho.

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(*) Isso e muito mais você aprende nos nossos Cursos Aplicados de R.

Teto de Gastos foi fundamental para redução dos juros

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A pandemia gerou um nó fiscal de difícil resolução nos próximos anos. Para se ter ideia do tamanho da dificuldade que 2020 deixará como legado, a expectativa média do boletim Focus para o resultado primário está em -11,2% do PIB e para o resultado nominal (que inclui o pagamento de juros) em -14,4%. Por óbvio, esse fluxo negativo em 2020 pressionará a Dívida Pública, o que aumenta o risco de solvência fiscal do país. A análise desses dados com o R faz parte do nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R. Abaixo, um gráfico com as duas variáveis de fluxo citadas.

Junto à média das expectativas, representada pela linha vermelha, está o intervalo das projeções. Como se vê pela abertura da boca de jacaré, há ainda muita incerteza em relação aos números consolidados de primário e resultado nominal. Há agentes de mercado esperando um resultado nominal de -20% do PIB!

Diante da catástrofe, nunca é demais lembrar o efeito que o Teto de Gastos teve sobre a ancoragem de expectativas e, consequentemente, sobre os juros. O exercício 71 do Clube do Código trouxe evidências que sugerem que a adoção do teto reduziu o juro de equilíbrio da economia brasileira em até 1,54 pontos percentuais. A tabela abaixo resume o estudo.

Nesse exercício, nós basicamente quisemos explicar o juro neutro da economia brasileira, incorporando uma dummy que buscava capturar o efeito da adoção do Teto de Gastos. Como se vê pela tabela, a mesma se mostrou estatisticamente significativa pelos três métodos utilizados na estimação.

Diante do desastre fiscal de 2020, me parece temerário discutir o fim do Teto de Gastos. Ainda mais diante das evidências de que o mesmo foi decisivo para ancorar as expectativas dos agentes, tendo efeitos positivos sobre o juro de equilíbrio da economia brasileira.

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Frágeis fundamentos

By | Indicadores

Nunca foi tão difícil analisar variáveis macroeconômicas no Brasil. A pandemia do coronavírus causou um estrago sem precedentes na macroeconomia brasileira. Um desses reflexos pode ser sentido na análise das expectativas do mercado, a partir dos dados do boletim Focus do Banco Central. A análise desses dados com o R faz parte do nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

A inflação média esperada para 2020 encontra-se em 1,73%, abaixo, portanto, do limite mínimo estabelecido pelo regime de metas. A baixa inflação reflete a abertura sem precedentes do hiato do produto, que pode ser verificado diante do crescimento de -5,56% esperado para esse ano. E nem mesmo o overshooting do câmbio, esperado em 5,2 R$/US$, foi capaz de gerar algum repique inflacionário, mostrando o tamanho do desastre a que estamos submetidos.

Os dados aqui referidos são coletados de forma automática com o R.

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(*) Após algumas semanas de luto pelo falecimento da minha mãe, volto ao trabalho aqui na AM. Agradeço a todas as mensagens que recebi nesse tempo.

(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

Expectativa de queda do PIB em 2020 melhora pela 4ª semana

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O tombo vai ser grande e as consequências da pandemia ainda são difíceis de serem totalmente projetadas. Mas é provável que tudo seja menor do que o pico do pessimismo dos últimos meses. A expectativa de queda do PIB, por exemplo, tem recuado nas últimas semanas, quando a referência é o boletim Focus do Banco Central. Atualmente, a mediana do mercado espera queda de 5,77% em 2020.

As pesquisas de alta frequência de nível de atividade parecem dar suporte a essa tese, ainda que, ressalto, seja cedo para qualquer diagnóstico preciso. O Brasil é um país continental, de modo que os diferentes estados e municípios estão em estágios completamente distintos da contaminação pelo Covid19. As capitais do Rio e de SP, por exemplo, deixaram para trás o pior da doença há muitas semanas - provavelmente o pico ocorreu em maio nesses lugares. E agora, a doença ganha o interior do país. O impacto desse quadro sobre o nível de atividade é bastante delicado de se modelar.

Feita a ressalva, é possível verificar que as cadeias de produção se adaptaram ao "novo normal", que irá vigorar até a existência de imunidade completa. Deve-se agora "lamber as feridas", contabilizar o número de falências e verificar o impacto na capacidade produtiva do país - como sinalizei aqui.

Por fim, a semana é marcada pela divulgação da taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua e pelo Novo CAGED.

Os dados aqui referidos são coletados de forma automática com o R.

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(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

Expectativa de crescimento em 2020 estaciona em -6,5%

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As expectativas de crescimento nesse ano parecem que, de fato, encontraram um limite próximo a -6,5%. Tudo indica que se não ocorrer uma segunda onda de infecções deverá ocorrer surpresas positivas para o crescimento no segundo semestre. Um dado que reforçou essa expectativa é o da produção industrial, que após recuar 18,8% em abril, cresceu 6,9% na margem. Ainda é cedo para dizer que isso sinaliza uma recuperação em "V", mas parece ser suficiente para "estancar" o pessimismo.

Na comparação interanual, a produção industrial continuou no terreno negativo em maio, com -21,8%, após registrar 27,3% em abril.

A produção de veículos de junho, divulgada hoje pela manhã, vai na direção da recuperação na margem, com avanço de 129% na comparação com maio. A recuperação ainda é lenta, tomada como métrica a comparação interanual, que ainda registra variação negativa (-57,6% na comparação com junho de 2019).

A semana é marcada pela divulgação de dados do CAGED, vendas no varejo, serviços e IPCA.

Os dados aqui referidos são coletados de forma automática com o R.

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(**) Isso e muito mais você aprende no nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R.

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