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Indicadores do FOCUS em estabilidade

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As expectativas divulgadas pelo boletim FOCUS de hoje se diferenciam das reportadas na semana passada pela quebra na sequência de revisões para cima da previsão do IPCA. A mediana do IPCA se manteve em 4.81%, enquanto que a mediana de atualizações nos últimos 5 dias úteis apresentou queda de 4.90% para 4.86%. Esse movimento de queda, acompanhado da manutenção das expectativas do PIB, SELIC e câmbio, aponta para um consenso a curto prazo do mercado sobre os valores das variáveis.

Por outro lado, as expectativas do IGP-M não parecem estar desacelerando, com aumento de 12.20% para 12.63%. A combinação desses dois efeitos parece indicar para uma volta do descolamento entre o IPCA e o IGP, sugerindo maior pressão sobre os preços de insumos industriais do que sobre preços para o consumidor final.

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Expectativas de inflação mantém trajetória de alta

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As expectativas divulgadas pelo boletim FOCUS de hoje mantém as trajetórias vistas até então todas as variáveis, resultado de uma semana sem grandes choques na economia. A mediana do IPCA subiu de 4.71% para 4.81%, com desvio-padrão de 0.3%, enquanto que a mediana do PIB caiu de 3.22% para 3.18%, com desvio-padrão de 0.41%. É importante notar que, enquanto o comportamento de alta da inflação já está estabelecido - é a 12ª semana seguida de correção para cima -, as perspectivas ruins para o produto não eram consenso no começo do ano, mas estão se espalhando, dado que essa é a 4ª semana de queda nas expectativas.

Ademais, as expectativas do IGP-M subiram de 11.89% para 12.20%, com a mesma sequência de aumentos do IPCA. Contrariando a sequência do PIB, a produção industrial está na sua 4ª semana de revisões positivas, indo de 5.1% para 5.24%.

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Reunião do COPOM e as expectativas de inflação

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Após a reunião do COPOM de semana passada, foi anunciada a elevação da meta da taxa SELIC para 2.75%. A mudança, que desestimula a economia a curto prazo, tem o intuito de tentar controlar a escalada da inflação, de modo a evitar a necessidade de uma correção mais forte nos próximos meses. Apesar disso, as expectativas do FOCUS de semana passada continuam a se elevar, tanto para os indicadores de inflação como da SELIC, apontando para um entendimento do mercado de que a trajetória da inflação ainda é crescente, e que novas correções por parte do COPOM ainda serão necessárias.

As expectativas do IPCA para o final do ano se elevaram de 4.6 para 4.71%, com desvio-padrão de %. Para a SELIC, vemos aumento de 4.5% para 5%, com desvio-padrão de %. As outras variáveis principais não apresentaram movimentos significativos.

No setor de produção, vemos aumento do IGP e dos preços administrados, de 11.02% para 11.89% e de 6.15% para 7.26%, respectivamente. O movimento é consideravelmente maior do que o visto no IPCA, indicando que a escalada de preços está ficando mais concentrada nos preços para produção do que para o consumidor final. Por outro lado, as estimativas de produção se recuperaram, indo de 4.69% para 5.10%, indicando que a instabilidade vista na semana retrasada era passageira.

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Alta da inflação e anulação das condenações de Lula

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Após uma semana tranquila, temos um grande choque nas expectativas já na segunda-feira da semana passada. A decisão de Fachin de anular as condenações do ex-presidente Lula gerou grandes incertezas sobre o rumo da política econômica do governo, que já estava cambaleando. A expectativa é de que, com a restituição dos direitos políticos de Lula, Bolsonaro passa a ter forte concorrência para as eleições de 2022 e com isso pode passar a estimular políticas populistas, dificultando ainda mais a estabilização das contas públicas. O resultado da incerteza é direto sobre as expectativas: as expectativas do IPCA subiram de 3.98% para 4.60%, enquanto que as do IGP foram de 8.98% para 11.02%.

Por outro lado, também há grandes expectativas sobre a reunião do COPOM, que ocorrerá amanhã. Com a escalada da inflação observada nas últimas semanas, espera-se que a SELIC seja elevada de modo a combater o aumento, dado que o contrário poderia levar a um descolamento das expectativas, implicando em dura correção das taxas de juros mais frente. Em suma, o COPOM deve decidir entre manter os estímulos à economia e causar um choque nos juros mais pesado daqui alguns meses, ou iniciar medidas de contenção da inflação aos poucos. O resultado esperado para o ano é de uma SELIC de 4.5%, contra 4% da semana passada.

Dentre as outras variáveis reportadas, vemos relativa estabilidade para a semana. As principais variações são do aumento dos preços administrados, que subiram de 5.17% para 6.15%, e do crescimento da produção, de 4.37% para 4.69%.

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Semana de estabilidade no FOCUS e o tombo do PIB

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Para essa semana, vemos pouca variação nas estimativas reportadas, com o mercado no aguardo da votação da PEC emergencial na Câmara. As expectativas do IPCA veem aumento de 3.87% para 3.98%, enquanto que PIB, câmbio e meta da SELIC se mantém estáveis, sem nenhuma alteração acima de 0.05%.

As previsões do IGP-M e de preços administrados seguem a leve alta da SELIC, subindo 0.1% e 0.02% respectivamente. A produção industrial vê aumento de 4.30% para 4.37%, possivelmente como correção à dura queda que foi estimada na semana anterior.

Os resultados externos solidificam o cenário de baixas expectativas explicado no post de semana passada. Vemos uma piora dos indicadores, com redução da conta corrente de -12 para -12.5 bilhões (USD), e do investimento direto de 55 para 52.5 bilhões.

Para finalizar, um resultado interessante para vermos aqui é a comparação das expectativas para o PIB de 2020 ao longo do tempo em comparação com resultado real de -4.1%, divulgado pelo IBGE na semana passada. Após dura queda na metade do ano passado, com grandes dúvidas quanto ao rumo da política econômica, vemos recuperação do PIB esperado ao longo do tempo, chegando a um valor próximo (porém com viés para baixo) do valor real reportado. A mediana das últimas medições foi de -4.2%, indicando uma boa precisão dos participantes do boletim FOCUS.

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