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Indicação de Leitura Econômica

Livros para entender a crise atual

By | Indicação de Leitura Econômica

Quando a gente achou que a economia brasileira estava começando a reagir, vem o tsunami político causado pela delação do dono da JBS. O Brasil parece mesmo estar em um inferno astral, não é mesmo? Em um momento conturbado como esse, o melhor a fazer é ler livros, de modo a compreender como chegamos até aqui. Pensando nisso, vamos indicar abaixo uma sequência de livros para compreender o desarranjo econômico que vivemos. A sugestão é que os livros sejam lidos na ordem que aparecem, para tornar a imersão mais suave. Uma vez que termine a leitura de cada livro, abra um bom vinho: acredite, você vai precisar! 🙂

Antologia da Maldade: um dicionário de citações, associações ilícitas e ligações perigosas

Antologia da Maldade: um dicionário de citações, associações ilícitas e ligações perigosas

Gustavo H.B. Franco e Fabio Giambiagi

Para começar de forma leve, fique com a maldade de Gustavo Franco e Fabio Giambiagi. Brincadeiras à parte, esse delicioso livro lançado em 2015 traz uma coletânea de citações proferidas por personalidades ou meros desconhecidos do público geral. Para heterodoxia, por exemplo, temos a citação do economista Francisco Marcelo Rocha Ferreira: No Brasil, confunde-se matemática elementar com visão tecnocrática. O que te levará a pensar sobre o ajuste fiscal tão duramente criticado por alguns setores, rotulado como ortodoxo ou neoliberal, para ficar nos jargões mais conhecidos. Os números e suas maldades, não é mesmo?

Havia, claro, quem discordasse de Mantega e cia. Maria da Conceição Tavares disse, por exemplo, em dezembro de 2012: A meu ver, o Brasil tem de ser ainda mais destemido na redução do superávit primário - e nisso Mantega está sendo excessivamente fiscalista para o meu gosto. Entre as páginas de alguns jornais, circulam ideias semelhantes: ao invés do ajuste, deveríamos era estar pisando no acelerador do gasto público. Mais gastos, mais demanda, mais crescimento...

Mas do outro lado do balcão, houve muita luta para defender as conquistas dos últimos anos. Dilma Rousseff, em 2013, disse: Eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo. Sabemos todos, presidente...

Nem só de política e economia, claro, tratam os verbetes. No verbete farsante, por exemplo, tem Drummond com O poeta é um mentiroso que diz as mais belas verdades. Ou Agatha Christie sobre dentistasPoucos homens são heróis diante do dentista. É para ler, reler e guardar... 🙂

 

 

Como matar a borboleta-azul uma crônica da era Dilma

Como matar a borboleta-azul uma crônica da era Dilma

Monica Baumgarten de Bolle

Após se deliciar com as citações organizadas por Giambiagi e Franco, aperte os cintos e entre no trem-fantasma de Dilma pelas mãos da economista carioca Monica de Bolle. Com uma escrita leve, repleta de referências literárias e sem recorrer a gráficos ou tabelas, Monica conduz o leitor não especializado pelos devaneios da Nova Matriz Econômica, a política econômica que nos trouxe até o caos atual. Fosse quem fosse o presidente, ressalta de Bolle, caso adotasse as mesmas práticas, o resultado teria sido o mesmo.

Por que recorrer a uma linguagem não técnica para explicar a era Dilma? Monica resume assim: A história da era Dilma não é tão fácil de ser contada. A locução da presidente, os desvarios de seus ministros, a demolição desnecessária de um país levada a cabo por ela, porém iniciada por seu antecessor, pertencem a algo que está entre a realidade e a imaginação. A leitura de Como matar a borboleta-azul é deliciosa pela escrita da autora, mas trágica por não se tratar de um romance, mas da triste realidade dos últimos anos no Brasil.

Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade

Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade

Felipe Salto e Mansueto Almeida (organizadores)

As maldades de Franco e Giambiagi e as borboletas de De Bolle são boas entradas para os livros mais técnicos que vem a seguir. Dentre esses, recomendo começar por Finanças Públicas, coletânea de artigos sobre o tema organizada por dois craques: Felipe Salto e Mansueto Almeida. O prefácio de Edmar Bacha já dá o tom do que está por vir: Certa feita, o então governador Orestes Quércia teria dito: 'Quebrei o Banespa, mas elegi meu sucessor'. Dilma Rousseff poderia parafraseá-lo: 'Quebrei o país, mas me reelegi presidente'. Mansueto e Felipe seguem com os preparativos para os artigos da coletânea, não medindo o tom: O duro golpe do lulopetismo sobre o arcabouço político e institucional trouxe o país ao quadro de descrédito que hoje dita os rumos da economia, independente das ações do governo.

Com artigos de Maílson da Nóbrega, Marcos Mendes, José Roberto Afonso, entre outros, Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade mostra como chegamos até aqui e propõe algumas saídas, como as do campo tributário ou a regularização da relação entre política monetária e fiscal, tão destruída nos últimos anos. Leitura imperdível para quem quer, de fato, entender a nossa tragédia atual.

Inflação e crises - O papel da moeda

Inflação e crises - O papel da moeda

Affonso Celso Pastore

Uma vez entendidos os devaneios fiscais dos últimos anos, passe para o lado monetário pelas mãos de um mestre. Affonso Celso Pastore, uma unanimidade quando o assunto é Banco Central e a condução da política monetária. Unindo muita evidência empírica, econometria e insights de quem é do ramo, Pastore começa o livro pelo PAEG, a primeira tentativa séria de estabilização pela qual passou a economia brasileira. Segue o livro pelo tema da moda na década de 80: a inércia inflacionária. Discute a seguir dominância fiscal e a eficácia da política monetária diante das LFTs, antes de chegar aos anos do Plano Real. A âncora cambial, o tripé macroeconômico, a crise de confiança de 2002 e a crise de 2008 são temas abordados com redobrado cuidado, tendo sempre como fio condutor os dados. Pastore não cria narrativas soltas, mas as apoia no que diz a evidência empírica, devidamente analisada com o suporte da econometria. Para os keynesianos de quermesse, para usar a expressão de Alexandre Schwartsman, não deixa de ser um banho de água fria.

Pastore termina o livro com a Nova Matriz. A análise do autor pode ser encarada como uma espécie de apêndice técnico ao livro de De Bolle. Por aqui, há estimativas para uma curva de reação do Banco Central, que mostra uma mudança na condução da política monetária. Tanto lá quanto cá, porém, o diagnóstico é o mesmo: a Nova Matriz foi um exercício equivocado de política econômica. Não era necessário, não estava apoiado em teoria econômica, por isso deu tão errado.

A Crise Fiscal e Monetária Brasileira

A Crise Fiscal e Monetária Brasileira

Edmar Bacha (organizador)

Se após ler os livros acima, você ainda não tiver desistido do Brasil, termine sua imersão na nossa tragédia com essa coletânea organizada pelo agora imortal Edmar Bacha. Reunindo um time de craques, em homenagem a Fabio Barbosa, o livro trata da delicada relação que existe entre a política fiscal e monetária no Brasil. A construção e evolução do Conselho Monetário, do Banco Central e da Secretaria de Tesouro Nacional são destrinchadas, bem como o quadro legal e institucional dessa relação é avaliado em todos os seus meandros.

Uma parte do livro, a propósito, é dedicada à lei 11.803, de 2008, que possibilitou a incrível expansão do balanço do Banco Central. A conta única do Tesouro, as operações compromissadas e as reservas cambiais merecem, igualmente, espaço privilegiado no livro. Os ajustes fiscais ao longo do Plano Real são avaliados na sequência, enquanto as duas últimas partes são destinadas à delicada relação entre desajuste fiscal e política monetária.

O livro é só para quem, de fato, quer entender os meandros mais técnicos da irresponsabilidade fiscal e monetária cometida nos últimos anos. Há na coletânea diagnósticos e insights necessários para a construção de uma política econômica guiada por regras, envolta em uma estrutura institucional que coíba a ação de quadrilhas e governos populistas. Quem dera nossos futuros governantes possam seguir esses conselhos, não?

Livros para entender a tragédia que vivemos

By | Indicação de Leitura Econômica

Ufa! Acho que esse é o sentimento de 9 em cada 10 pessoas pelo fim de 2016. Afinal, foi um ano longo, difícil, de muito suor e algumas lágrimas. 2016, para muitos, foi uma mera continuação de 2015: o ano em que o Brasil pegou uma estrada errada e isso gerou uma série de complicações, seja na política, seja na economia. Aproveitando, desse modo, esse final de dezembro, vou indicar abaixo uma sequência de livros para compreender o desarranjo econômico que vivemos. A sugestão é que os livros sejam lidos na ordem que aparecem, para tornar a imersão mais suave. Uma vez que termine a leitura de cada livro, abra um bom vinho: acredite, você vai precisar! 🙂

Antologia da Maldade: um dicionário de citações, associações ilícitas e ligações perigosas

Antologia da Maldade: um dicionário de citações, associações ilícitas e ligações perigosas

Gustavo H.B. Franco e Fabio Giambiagi

Para começar de forma leve, fique com a maldade de Gustavo Franco e Fabio Giambiagi. Brincadeiras à parte, esse delicioso livro lançado em 2015 traz uma coletânea de citações proferidas por personalidades ou meros desconhecidos do público geral. Para heterodoxia, por exemplo, temos a citação do economista Francisco Marcelo Rocha Ferreira: No Brasil, confunde-se matemática elementar com visão tecnocrática. O que te levará a pensar sobre o ajuste fiscal tão duramente criticado por alguns setores, rotulado como ortodoxo ou neoliberal, para ficar nos jargões mais conhecidos. Os números e suas maldades, não é mesmo?

Havia, claro, quem discordasse de Mantega e cia. Maria da Conceição Tavares disse, por exemplo, em dezembro de 2012: A meu ver, o Brasil tem de ser ainda mais destemido na redução do superávit primário - e nisso Mantega está sendo excessivamente fiscalista para o meu gosto. Entre as páginas de alguns jornais, circulam ideias semelhantes: ao invés do ajuste, deveríamos era estar pisando no acelerador do gasto público. Mais gastos, mais demanda, mais crescimento...

Mas do outro lado do balcão, houve muita luta para defender as conquistas dos últimos anos. Dilma Rousseff, em 2013, disse: Eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo. Sabemos todos, presidente...

Nem só de política e economia, claro, tratam os verbetes. No verbete farsante, por exemplo, tem Drummond com O poeta é um mentiroso que diz as mais belas verdades. Ou Agatha Christie sobre dentistasPoucos homens são heróis diante do dentista. É para ler, reler e guardar... 🙂

 

 

Como matar a borboleta-azul uma crônica da era Dilma

Como matar a borboleta-azul uma crônica da era Dilma

Monica Baumgarten de Bolle

Após se deliciar com as citações organizadas por Giambiagi e Franco, aperte os cintos e entre no trem-fantasma de Dilma pelas mãos da economista carioca Monica de Bolle. Com uma escrita leve, repleta de referências literárias e sem recorrer a gráficos ou tabelas, Monica conduz o leitor não especializado pelos devaneios da Nova Matriz Econômica, a política econômica que nos trouxe até o caos atual. Fosse quem fosse o presidente, ressalta de Bolle, caso adotasse as mesmas práticas, o resultado teria sido o mesmo.

Por que recorrer a uma linguagem não técnica para explicar a era Dilma? Monica resume assim: A história da era Dilma não é tão fácil de ser contada. A locução da presidente, os desvarios de seus ministros, a demolição desnecessária de um país levada a cabo por ela, porém iniciada por seu antecessor, pertencem a algo que está entre a realidade e a imaginação. A leitura de Como matar a borboleta-azul é deliciosa pela escrita da autora, mas trágica por não se tratar de um romance, mas da triste realidade dos últimos anos no Brasil.

Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade

Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade

Felipe Salto e Mansueto Almeida (organizadores)

As maldades de Franco e Giambiagi e as borboletas de De Bolle são boas entradas para os livros mais técnicos que vem a seguir. Dentre esses, recomendo começar por Finanças Públicas, coletânea de artigos sobre o tema organizada por dois craques: Felipe Salto e Mansueto Almeida. O prefácio de Edmar Bacha já dá o tom do que está por vir: Certa feita, o então governador Orestes Quércia teria dito: 'Quebrei o Banespa, mas elegi meu sucessor'. Dilma Rousseff poderia parafraseá-lo: 'Quebrei o país, mas me reelegi presidente'. Mansueto e Felipe seguem com os preparativos para os artigos da coletânea, não medindo o tom: O duro golpe do lulopetismo sobre o arcabouço político e institucional trouxe o país ao quadro de descrédito que hoje dita os rumos da economia, independente das ações do governo.

Com artigos de Maílson da Nóbrega, Marcos Mendes, José Roberto Afonso, entre outros, Finanças Públicas - Da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade mostra como chegamos até aqui e propõe algumas saídas, como as do campo tributário ou a regularização da relação entre política monetária e fiscal, tão destruída nos últimos anos. Leitura imperdível para quem quer, de fato, entender a nossa tragédia atual.

Inflação e crises - O papel da moeda

Inflação e crises - O papel da moeda

Affonso Celso Pastore

Uma vez entendidos os devaneios fiscais dos últimos anos, passe para o lado monetário pelas mãos de um mestre. Affonso Celso Pastore, uma unanimidade quando o assunto é Banco Central e a condução da política monetária. Unindo muita evidência empírica, econometria e insights de quem é do ramo, Pastore começa o livro pelo PAEG, a primeira tentativa séria de estabilização pela qual passou a economia brasileira. Segue o livro pelo tema da moda na década de 80: a inércia inflacionária. Discute a seguir dominância fiscal e a eficácia da política monetária diante das LFTs, antes de chegar aos anos do Plano Real. A âncora cambial, o tripé macroeconômico, a crise de confiança de 2002 e a crise de 2008 são temas abordados com redobrado cuidado, tendo sempre como fio condutor os dados. Pastore não cria narrativas soltas, mas as apoia no que diz a evidência empírica, devidamente analisada com o suporte da econometria. Para os keynesianos de quermesse, para usar a expressão de Alexandre Schwartsman, não deixa de ser um banho de água fria.

Pastore termina o livro com a Nova Matriz. A análise do autor pode ser encarada como uma espécie de apêndice técnico ao livro de De Bolle. Por aqui, há estimativas para uma curva de reação do Banco Central, que mostra uma mudança na condução da política monetária. Tanto lá quanto cá, porém, o diagnóstico é o mesmo: a Nova Matriz foi um exercício equivocado de política econômica. Não era necessário, não estava apoiado em teoria econômica, por isso deu tão errado.

A Crise Fiscal e Monetária Brasileira

A Crise Fiscal e Monetária Brasileira

Edmar Bacha (organizador)

Se após ler os livros acima, você ainda não tiver desistido do Brasil, termine sua imersão na nossa tragédia com essa coletânea organizada pelo agora imortal Edmar Bacha. Reunindo um time de craques, em homenagem a Fabio Barbosa, o livro trata da delicada relação que existe entre a política fiscal e monetária no Brasil. A construção e evolução do Conselho Monetário, do Banco Central e da Secretaria de Tesouro Nacional são destrinchadas, bem como o quadro legal e institucional dessa relação é avaliado em todos os seus meandros.

Uma parte do livro, a propósito, é dedicada à lei 11.803, de 2008, que possibilitou a incrível expansão do balanço do Banco Central. A conta única do Tesouro, as operações compromissadas e as reservas cambiais merecem, igualmente, espaço privilegiado no livro. Os ajustes fiscais ao longo do Plano Real são avaliados na sequência, enquanto as duas últimas partes são destinadas à delicada relação entre desajuste fiscal e política monetária.

O livro é só para quem, de fato, quer entender os meandros mais técnicos da irresponsabilidade fiscal e monetária cometida nos últimos anos. Há na coletânea diagnósticos e insights necessários para a construção de uma política econômica guiada por regras, envolta em uma estrutura institucional que coíba a ação de quadrilhas e governos populistas. Quem dera nossos futuros governantes possam seguir esses conselhos, não?

Análise Macro Indica

By | Indicação de Leitura Econômica

Domingo à noite é tempo de relaxar, mas também de se preparar para a semana que começa, não é mesmo? Que tal, então, você colocar um Blues, abrir um bom tinto e ler alguns textos que o Blog Análise Macro indica? Você vai ficar informado, com o selo AM de qualidade. Veja abaixo o que separamos:

  1. Belluzo e a volatilidade, do professor Carlos Eduardo Gonçalves;
  2. A emenda do ajuste, coluna de Samuel Pessôa na FSP;
  3. O huno, coluna do Alexandre Schwartsman na FSP;
  4. Call de Abertura, com Alexandre Schwartsman e Luiz Gustavo Medina na CBN;
  5. Economia de Quarta, com Monica de Bolle na CBN;
  6. Mais ambição, menos inflação, versão 2016, de Mário Mesquita, no Valor;
  7. Meio século de estagnação, de Pedro Ferreira e Renato Fragelli, no Valor.

Por hoje é isso! Domingo que vem, tem mais! Boa semana a todos os leitores. 🙂

Com a palavra os heterodoxos...

By | Indicação de Leitura Econômica

Ontem, o caos político que tomou conta do país me impediu de compartilhar com vocês um artigo bastante interessante publicado no Valor, titulado Ajuste fiscal contraproducente, dos autores Guilherme Tinoco e Ricardo Barboza. Com base na evidência empírica disponível, os autores refutam a crítica de economistas heterodoxos ao ajuste fiscal. Para estes, uma redução do gasto público aprofundaria a recessão, fazendo com que a arrecadação de tributos caia, reduzindo ainda mais o superávit primário, aumentando ainda mais a relação dívida/pib. Barboza e Tinoco, por sua vez, mostram que isso só seria verdade para números irrealistas de multiplicador fiscal ou de elasticidade da arrecadação ao PIB.

Pela refutação da crítica heterodoxa ao ajuste fiscal, o artigo já valeria muito a pena. Adiciono um ponto para que você o leia e pense: os autores utilizam a evidência empírica disponível para refutar uma hipótese equivocada. Em qualquer lugar civilizado, é assim que economistas trabalham. Acreditar em uma teoria, sem efetuar contas ou mostrar dados que a suportem não é mais economia há muito tempo...

Para quem quiser ler o artigo inteiro, disponibilizo aqui.

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