Desde 2014, o Brasil tem convivido com déficit primário nas contas públicas. Isto é, as receitas de impostos e outras fontes não têm sido suficientes para pagar gastos primários (não financeiros) do governo. No acumulado em 12 meses até junho, por exemplo, o resultado primário ficou negativo em R$ 89,8 bilhões ou 1,34% do PIB. O resultado de sucessivos déficits primários foi a expansão da dívida bruta, que passou de 52,62% do PIB em janeiro de 2014 para 77,19% em junho desse ano. Abaixo um gráfico dessas duas variáveis ajuda a entender a deterioração das contas públicas.

Sem um ajuste fiscal sério das contas públicas, que transforme esse déficit primário em um superávit capaz de estabilizar a trajetória da dívida, caminharemos para uma situação de dominância fiscal em breve. No nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R, a propósito, ensinamos nossos alunos a lidar com variáveis fiscais por intermédio do uso do R. Assim, o aluno aprende a coletar e tratar essas variáveis sem necessidade de utilizar qualquer outro programa, como o Excel.

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