Poesia

Desigualdades

By 8 de abril de 2011 No Comments

O canto que toca fino e atraente
Em outrora canta grosso e deprimente.
De um lado a mesa está cheia de gulosemas
Do outro ela está cheia de problemas.

A dor que sente uma barriga
É a cócega na língua que ninguém liga.
O frio que assola os marginais que não pediram para nascer
É o mesmo que faz o esqui descer.

As tragédias que fazem rir a burguesia
São as mesmas que deixam desabrigados na periferia.
O resto de comida que o menininho não gostou
Viram o almoço que a Dona Maria sempre sonhou.

A violência que assusta polícia e jornais
É a mesma que contrata nossos futuros pais.
O mundo que um dia saiu pedindo paz
É o mesmo que corta o emprego do seu Braz.

A desigualdade que traz os problemas sociais
É a mesma condenada pelos intelectuais.
A injustiça, o egoísmo, o narcisismo e a má cána
São as mesmas que sequestram o filho do bacana.

E se um dia me perguntarem
Por que a vida não pode ser como nós sonhamos
Eu lhe responderei em frente ao Senado
com uma caneca vazia
Quem às doze horas iria servir o prato do dia?

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