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Então chegou o dia de ir ver o filme sobre o Plano Real. Por se tratar de um filme sobre o plano que recuperou as funções de uma moeda nacional, dá para imaginar a minha ansiedade em assisti-lo. Política monetária, afinal, tem sido uma espécie de paixão desde antes de começar o curso de economia. Resumo aqui minhas impressões sobre a experiência.
Primeiro, o filme em si. Não sou crítico de cinema, mas devo dizer que o roteiro não é bom. Ele é arrastado, tem umas cenas desconexas que deixam o espectador meio perdido. Os personagens, por suposto, não brilham, o que pode sinalizar um problema de direção, mas quem sou eu para analisar isso - deixo para quem for do ramo. Em particular, achei o personagem Fernando Henrique simplesmente tosco...
Bom, é só uma opinião pessoal de alguém que a despeito de não ter qualquer formação em cinema adorar um bom filme. Provavelmente, portanto, irrelevante: deixo que cada um tire suas próprias conclusões a esse respeito.
Sobre o registro histórico, em si, gostaria de destacar duas coisas que acho que foram bem retratadas no filme. A primeira, é a URV, isto é, como foi possível manter em circulação duas moedas ao mesmo tempo, de modo a eliminar a memória inflacionária dos agentes - a parte mais genial do plano, diga-se. A segunda, a defesa do câmbio fixo.
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