Dá para medir incerteza econômica no Brasil sem bases proprietárias? Neste post, exploramos um exercício de ciência de dados que adapta a metodologia do IIE-Br da FGV usando apenas dados públicos: atas do COPOM como fonte textual e a dispersão das expectativas de mercado para inflação, juros e câmbio. Um exemplo prático de como transformar teoria econômica em um pipeline de dados reprodutível.
Este exercício quantifica o repasse cambial sobre a inflação para a economia brasileira sob a ótica de um modelo VAR. Usando dados recentes, estimamos as funções de impulso resposta para analisar choques na variação do câmbio e a resposta ao longo do tempo sobre a inflação de preços livres.
Eleições são momentos de incerteza, mas os dados do Boletim Focus mostram que nem toda incerteza é igual. Ao analisar as previsões de inflação, juros e câmbio nos anos que antecederam as eleições de 2014, 2018 e 2022, este post investiga como o mercado revisa cenários macroeconômicos ao longo do tempo.
O IPCA fechou 2025 em 4.26%, ficando acima da meta de 3% ao ano, mas dentro do intevalo de tolerância de ±1,5 ponto percentual. O valor veio abaixo da previsão da Análise Macro, de 4.66%, e abaixo do previsto pelo Boletim Focus, de 4.30%.