Comentário de Conjuntura

O efeito Ilan à frente do Banco Central

By 13 de fevereiro de 2019 No Comments

Ontem, o Banco Central divulgou a última ata do Comitê de Política Monetária (COPOM) sob a gestão de Ilan Goldfajn. A despeito das informações conjunturais lá postas, o momento é propício para se fazer uma avaliação da condução da política monetária no período de 2016-2018. Com esse objetivo, construímos abaixo um Índice de Credibilidade da Política Monetária brasileira, com base em Mendonça e Souza (2007) - aprenda a lidar com dados reais como esse em nossos Cursos Aplicados de R. A ideia básico de um índice desse tipo é verificar o quanto a expectativa de inflação se distancia da meta ao longo do tempo.

O índice acima está normalizado, de modo que se E(\pi) = \pi^M, o índice é igual a 1. Se, do contrário, E(\pi) \geq \pi_{max}^M ou E(\pi) \leq \pi_{min}^M, isto é, ele avançar além dos limites pré-estabelecidos, então o índice é zero. Observe, portanto, que o índice volta aos patamares de 2008-2009, quando o Banco Central conseguiu desinflacionar a economia brasileira após o choque cambial de 2002. Ilan entrega para o próximo presidente do Banco Central uma economia desinflacionada, com expectativas ancoradas e juro básico na mínima histórica. Um baita trabalho à frente da instituição!

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Mendonça e Souza (2007), Credibilidade do Regime de Metas para Inflação no Brasil, Pesquisa e Planejamento Econômico, IPEA, 37(2)

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