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Como está o hiato do produto no Brasil?

By | PIB

Ao longo da semana, tenho discutido aqui no Blog da Análise Macro sobre o tema da frustrante recuperação da economia. De modo a iluminar ainda mais o assunto, apresento aqui o conceito-chave de hiato do produto, como aprendemos em nossos cursos de Teoria Macroeconômica e Análise de Conjuntura usando o R. Vou aqui tecer alguns parágrafos sobre ele, bem como mostrar os dados.

No gráfico acima, temos o PIB efetivo em nível com ajuste sazonal acompanhado de sua tendência,  chamada pelos economistas de PIB potencial. A diferença entre aquele e este tem o nome de hiato do produto, que nada mais é do que um indicador de ociosidade da economia.

A boca de jacaré, na ponta, portanto, nos diz que o PIB efetivo está caminhando abaixo do PIB potencial, de modo que o hiato do produto nesse momento é negativo. Isto é, haveria muita ociosidade na economia. O gráfico abaixo, por suposto, confirma esse ponto, ao ilustrar o hiato do produto em si.

Mas como assim ociosidade? Lembre-se que o PIB é a soma de bens e serviços finais produzidos na economia em um determinado período de tempo. Para produzir esses bens e serviços precisamos, por suposto, de fatores de produção como capital e trabalho. Assim, se eu digo que há ociosidade na economia, quero dizer que há trabalhadores desempregados e capital não utilizado.

Tudo bem? Agora volte ao primeiro gráfico. Observe que não apenas o PIB efetivo caiu no período como também caiu o PIB Potencial! A crise que vivemos é tão, mas tão grave, que nós reduzimos o nosso potencial de crescimento.

Essa é uma outra forma de dizer que se queremos aumentar o potencial de crescimento da economia, precisamos torná-la mais produtiva, melhorando o ambiente de negócios, aprovando a agenda de reformas microeconômicas e garantindo a solidez fiscal com a reforma da previdência.

Ah, sim, as séries utilizadas para a produção dos gráficos são do IPEA!

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Isso e muito mais nos nossos cursos de Teoria Macroeconômica e Análise de Conjuntura usando o R.

"Aquele 1%": economia se acomoda em 2018

By | Comentário de Conjuntura

No nosso Curso de Análise de Conjuntura usando o R estão disponíveis apresentações feitas em Beamer/LaTeX de diversos indicadores da economia brasileira. Essas apresentações tem por princípio a automatização do processo de coleta e tratamento dos dados, de maneira que a atualização dos resultados pode ser feita em poucos minutos, com mudanças mínimas no script. Isso garante um aumento considerável na produtividade de quem mexe todos os dias com dados macroeconômicos.

Nas últimas semanas, por suposto, tenho trabalhado na transição dessas apresentações para RMarkdown, uma sintaxe mais simples que o LaTeX, que permite uma introdução ainda mais tranquila para quem nunca programou. Como exemplo, coloco nesse post a atualização da apresentação das Contas Nacionais, divulgadas hoje pelo IBGE para o resultado do quarto trimestre do ano passado.

Os alunos do Curso de Análise de Conjuntura usando o R têm acesso a todos os códigos que geram a apresentação, desde a coleta dos dados, o tratamento dos mesmos e a visualização via ggplot2. Como degustação, não alunos podem ver a nova apresentação RMarkdown aqui.

Vale a pena fazer economia no Brasil?

By | Artigos de Economia

De tempos em tempos, recebo alguma mensagem ou e-mail de alunos nos primeiros períodos do curso de economia ou que ainda nem entraram na faculdade sobre o ensino da disciplina e as possibilidades depois de formado. Se vale a pena fazer mestrado/doutorado ou o melhor mesmo é ir direto para uma empresa ou um banco de investimento, se especializando via um MBA em alguma área. Alguns desses alunos fazem referência a um artigo que escrevi há muito tempo, titulado Ensino heterodoxo: notas de uma testemunha - disponível na base de dados desse blog. Relatam, invariavelmente, angústia parecida àquela que descrevo no texto. Dizem que gostariam de estar mexendo com dados, gráficos e modelos. Mas são obrigados a assistir a professores aborrecidos com o capitalismo, fazendo uso de Marx, Schumpeter, Keynes, Kalecki, dentre outros, para criticar a teoria econômica convencional, supostamente baseada em concorrência perfeita e pleno emprego. E me perguntam se não é melhor abandonar o curso e ir para outro, como engenharia, estatística ou mesmo matemática aplicada. Aproveitei uma rara tranquilidade pós almoço de domingo para tecer algumas palavras sobre o assunto.

Muita coisa, muita mesmo, aconteceu na minha vida pessoal e profissional desde a época em que escrevi aquele texto. Participei de muitos projetos, passei por algumas empresas, montei outras, além de ter terminado um mestrado acadêmico em economia. Fui convidado para muitos seminários, palestras, debates e encontros eminentemente acadêmicos, sobre temas dos mais variados. A frustração com o ensino da economia, entretanto, manteve-se. Com alguns graus de deterioração.

Os professores aborrecidos com o capitalismo, para fazer referência a um desses simpáticos e-mails que recebo, afinal, não se deram por vencidos. Não atualizaram o discurso: continuam com suas bíblias em punho. Usam algum economista defunto para confrontar a teoria econômica convencional supostamente baseada em concorrência perfeita e pleno emprego. O pior? Os meninos e meninas aprendem desde muito cedo a replicar o discurso.

O que os professores aborrecidos com o capitalismo não dizem, por desonestidade ou por desconhecimento, é que um dos maiores desenvolvimentos da teoria econômica no século passado foi justamente incorporar as imperfeições de mercado. Hoje, o modelo básico na cabeça dos macroeconomistas é microfundamentado, com tantas imperfeições quanto forem necessárias para tornar a análise mais interessante. Ninguém tem na cabeça um modelo com concorrência perfeita e o pleno emprego não passa de uma situação estacionária. No curto prazo, há inúmeras falhas de mercado que afastam a economia da plena alocação de recursos. Desde uma simples rigidez de salários nominais até instituições mal desenhadas que geram incentivos equivocados.

Ademais, há um enorme esforço em confrontar esses modelos teóricos com a evidência empírica. Faz-se uso extensivo de métodos estatísticos e de bases de dados novíssimas, verdadeiros parques de diversão para os que conhecem o aperto de mão secreto. A partir da adequação do modelo à evidência empírica, algumas conclusões podem ser tiradas, sempre tendo em mente as restrições envolvidas. É um trabalho difícil, quando não frustrante, por ver que muitas vezes o seu modelo não gera boas previsões. Entretanto, é o método que tem proporcionado inúmeros insights, seja para economistas acadêmicos, profissionais de mercado ou policymakers.

Há problemas com esse jeito careta e convencional de fazer ciência econômica? Sim, inúmeros. Para ficar no que acho o mais grave, há um monte de pesquisador por aí que tortura os dados até que eles se adequem ao modelo proposto. E os resultados encontrados são publicados em journals de grande relevância internacional. Há muito pouca transparência no trabalho científico de economia, sendo praticamente impossível replicar de forma perfeita a enorme maioria dos papers. E isso é um problema realmente muito grave.

Mas como dizem meus amigos paulistas, para hoje é o que tem. Mesmo que não seja possível replicar os mesmos resultados encontrados por um determinado pesquisador, porque não se tem conhecimento exato sobre o conjunto de dados  e o método estatístico utilizados, sempre é possível chegar próximo. E à medida que muitos pesquisadores chegam a resultados muito próximos um do outro, é possível tirar algumas conclusões. Por exemplo, se um indiano e um australiano, de forma totalmente descentralizada, conseguem encontrar evidências de que oferta de moeda e inflação estão positivamente relacionadas no tempo, não seria o caso de começar a atentar para essa hipótese?

Os professores aborrecidos com o capitalismo pensam que o melhor é recuperar o que Keynes disse sobre a moeda e que o tema é complexo demais para ser tratado da forma acima. Ignoram, uma vez mais, o fato de que Keynes foi devidamente incorporado à teoria econômica convencional. E que contribuiriam muito mais para a construção de uma teoria econômica se estivessem envolvidos na incorporação de temas até então heterodoxos.

E por que estou fazendo referência a isso, dando um enorme rodeio antes de responder a pergunta? Afinal, é para abandonar ou não é para abandonar o curso de economia? 

Tive a preocupação de fazer esse preâmbulo antes de responder para que não fique a impressão que é mau humor meu. Isto porque, acaso você decida entrar ou continuar em uma faculdade de economia, existe uma grande probabilidade de que você venha ter aulas com esses professores aborrecidos com o capitalismo. Eles vão falar para você estudar sociologia, filosofia, direito, Marx, Hegel, Rosa Luxemburgo, Kalecki, Ricardo, Smith, etc, etc. O que eles provavelmente não lhe ensinarão é como você pode usar uma programa estatístico para coletar, tratar, analisar e apresentar dados.

Ademais, grande parte da teoria econômica convencional, composta pelas disciplinas de macro e microeconomia, que esses professores lhe ensinarão será extensivamente criticada. As hipóteses simplificadoras de modelos construídos no século XIX - portanto, longe dos desenvolvimentos mais recentes da disciplina - serão taxadas como heroicas, sempre em tom pejorativo; de modo que o aluno seja inconscientemente levado a crer que o estudo da teoria dita ortodoxa ou neoclássica é uma perda de tempo. E daí para recorrer a algum economista defunto dotado de onisciência sobre os problemas do mundo será um pulo. Toda aquela forma careta e convencional de fazer economia é sentenciada à morte logo nos primeiros períodos na enorme maioria dos cursos de graduação do país.

Por isso, leitor, minha resposta é... depende de onde você quer estudar. Posso colocar minha mão no fogo que você aprenderá economia careta e convencional apenas na PUC-Rio, na FGV-Rio, no Insper (SP) e no IBMEC (MG e RJ). Não posso garantir que você conseguirá fugir de professores aborrecidos com o capitalismo em mais nenhum outro lugar. Logo, caso você não possa estudar nessas escolas, por qualquer que seja o motivo, eu lhe convido a mudar de ideia: pense, sim, em cursar matemática aplicada, estatística ou engenharia de produção, por exemplo. São ótimos cursos, que podem lhe despertar o raciocínio lógico, lhe fazer pensar fora da caixa, munido que estará de forte instrumental quantitativo.

Mas, calma, minha recomendação não pára por aí. Uma vez que você tenha feito um desses cursos, creio que você deva entrar em um mestrado (ou mesmo doutorado) acadêmico em economia. E aqui as opções se abrem, porque aqueles professores aborrecidos com o capitalismo são improdutivos o suficiente para não serem aceitos na enorme maioria dos programas de pós-graduação em economia. Ou seja, mesmo que você não possa cursar uma daquelas faculdades citadas acima, ainda assim você conseguirá ter uma formação razoável em economia, com o plus de ter tido uma boa base em métodos quantitativos.

Espero que essas curtas palavras, em um domingo pós-macarronada, possam lhe ajudar no que está procurando. E, por fim, lembre-se: economia não é religião, logo não precisa de bíblia... 🙂

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(*) Para saber mais sobre esse jeito careta e convencional de fazer ciência econômica, leia The Methodology of Positive Economics, disponível aqui.

Vítor Wilher

Vítor Wilher

Data Scientist

Vítor Wilher é Bacharel e Mestre em Economia, pela Universidade Federal Fluminense, tendo se especializado na construção de modelos macroeconométricos, política monetária e análise da conjuntura macroeconômica doméstica e internacional. Tem, ademais, especialização em Data Science pela Johns Hopkins University. Sua dissertação de mestrado foi na área de política monetária, titulada "Clareza da Comunicação do Banco Central e Expectativas de Inflação: evidências para o Brasil", defendida perante banca composta pelos professores Gustavo H. B. Franco (PUC-RJ), Gabriel Montes Caldas (UFF), Carlos Enrique Guanziroli (UFF) e Luciano Vereda Oliveira (UFF). Já trabalhou em grandes empresas, nas áreas de telecomunicações, energia elétrica, consultoria financeira e consultoria macroeconômica. É o criador da Análise Macro, startup especializada em treinamento e consultoria em linguagens de programação voltadas para data analysis, sócio da MacroLab Consultoria, empresa especializada em cenários e previsões e fundador do hoje extinto Grupo de Estudos sobre Conjuntura Econômica (GECE-UFF). É também Visiting Professor da Universidade Veiga de Almeida, onde dá aulas nos cursos de MBA da instituição, Conselheiro do Instituto Millenium e um dos grandes entusiastas do uso do no ensino. Leia os posts de Vítor Wilher aquiCaso queira, mande um e-mail para ele: vitorwilher@analisemacro.com.br

A grade de economia de Harvard

By | Artigos de Economia

Há algumas semanas, publiquei um post titulado "Para que servem e como se formam os economistas sérios?". A repercussão do texto foi boa, recebi diversos comentários positivos e algumas críticas. Entre essas, a maioria esmagadora acha que carreguei demais na matemática e na estatística nessa grade que considero ideal. A tal "grade ideal", na minha modesta opinião, claro, era composta basicamente por teoria econômica e ferramentas quantitativas. Não era, por suposto, uma grade completa, mas o que considero que seja o necessário, o obrigatório para formar um economista sério.

Nada impede, por suposto, que seja complementada por cursos eletivos/optativos. Isso dito, hoje, em um domingo nublado no Rio e dadas as críticas em favor de mais história e HPE na tal grade obrigatória, eu gostaria de compartilhar com os leitores desse espaço como é a grade básica do curso de economia de Havard - o undergraduate. Ela segue abaixo.

  • Math 1a
    • This requirement applies to the Fall 2010 entering class onwards. 
    • Can be satisfied by placing into Math 1b or higher on the Harvard Math Placement Exam or by scoring 5 on the AP Calculus exam (AB or BC).  Students who place out of Math 1a do not need to replace this with another course.
  • Ec 10a and Ec 10b (Principles of Micro and Macro)
    • Can be satisfied by scoring 5 on the microeconomics (Ec 10a) and/or macroeconomics (Ec 10b) AP exams.
    • Concentrators who place out of Ec 10a or Ec 10b must replace each course with an additional economics elective.
  • Stat 100, Stat 104, Stat 110, Applied Math 101, or Math 154
    • Only one of Statistics 100, 104, 110/Applied Math 101/Math 154 can count towards a student's Economics concentration requirements (or secondary field).
  • Ec 1010a/1011a and Ec 1010b/1011b (Intermediate Micro and Macro Theory)
    • Concentrators who take their first intermediate theory course Fall 2014 or later must receive a B- or higher in both 1010a/1011a and 1010b/1011b.  Those who have already taken at least one of their intermediate theory courses before Fall 2014 must receive an average B-/C+ or above for the two courses.
    • Concentrators who do not meet these requirements must take Ec 975a or Ec 975b or an economics elective that has 1010a/1011a or 1010b/1011b as a prerequisite.
  • Ec 970 (Sophomore Tutorial)
  • Ec 1123 or 1126 (Econometrics)
  • Three additional economics courses
    • One course must have a writing requirement.
    • One course must have intermediate theory (Ec 1010 or Ec 1011) as a prerequisite.
    • A course may satisfy both a writing requirement and a theory prerequisite requirement; however a total of three economics courses must still be taken.
    • Up to two electives (except those used for the writing requirement) can be taken P/F with professor permission.

Ou seja, um misto entre teoria econômica e ferramentas quantitativas. A grade básica é enxuta, com 11 cursos. Esse tipo de abordagem não é exclusividade de Harvard, a propósito. A insuspeita LSE, por exemplo, tem uma grade parecida.

O professor Gregory Mankiw, aquele do manual, professor de Harvard, a propósito, publicou em seu blog há muitos anos uma trilha de cursos em matemática para quem quer ter uma base quantitativa mais forte, complementando por suposto aquela grade básica vista acima. Você pode ver os cursos propostos por ele aqui.

No manual disponível no site do departamento de economia, ademais, há a explicação sobre o que é ser um economista:

"(...) economists formulate theories and collect evidence to test these theories against alternative ideas. Doing economic research involves asking questions about the social world and addressing those questions with data and clear-headed logic, employing mathematical and statistical tools whenever appropriate to aid the analysis. An undergraduate education in economics focuses on learning to analyze the world in terms of tradeoffs and incentives—that is, to think like an economist".

Ao contrário disso, entretanto, em terras tupiniquins os cursos de economia estão cheios, lotados, tomados de cursos obrigatórios, sem ensinar de forma consistente teoria e a parte quantitativa. Os currículos são ocupados por ciência política, história econômica, história do pensamento econômico, etc.

Será que o Brasil está certo e Havard/LSE/similares estão erradas?

Pensa aí! E bom domingo... 🙂

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Para detalhes sobre a concentração em economia de Harvard, ver aqui.

Ainda não conhece os cursos aplicados de R da Análise Macro? Abaixo, listamos alguns com inscrições abertas.

Para que servem e como se formam os economistas sérios?

By | Artigos de Economia

Sempre me perguntam qual seria a grade ideal para o curso de economia. Acho que cada economista, estudante ou professor vai ter a sua. A minha tem o objetivo de formar o que eu chamo de economista sério. É uma espécie de antítese ao que alguns colegas e professores que admiro chamam de economista alternativo. E vou procurar explicar nesse post o porquê, mostrando a ementa que considero a mais ideal para formar esse tal economista sério. Vamos lá?

Antes de mais nada, é preciso dizer que economia, em qualquer lugar do mundo, é uma disciplina menor, que procura entender e resolver problemas econômicos. Para isso, o economista constrói e estima modelos. Então, o dia a dia do economista é ler papers, para entender a literatura sobre um determinado assunto, construir ou pegar emprestado algum modelo teórico e estimá-lo empiricamente.

Economista não é, nesse contexto, filósofo, que fica divagando sobre os problemas do mundo. Não. Economia, por si só, já é um baita problema difícil. Sejam os problemas macro, sejam os problemas micro. Por isso, é preciso se concentrar em aprender teoria e instrumental para lidar com eles.

Para fazer isso hoje em dia, você vai precisar de um curso de linguagem de programação voltada para data analysis, como o R ou o Python. Esse curso vai te ajudar a lidar com dados. Vai precisar de uns quatro cursos de teoria macroeconômica e outros quatro cursos de teoria microeconômica. Mais dois cursos de Cálculo, um curso de Equações Diferenciais, um de Álgebra Linear, dois de Estatística e três de econometria. Pronto, está formado o que o mundo entende quando a palavra economista é pronunciada.

Será sempre possível acrescentar a esses cursos obrigatórios alguns optativos, em finanças, em econometria, macro, micro, história do pensamento econômico, história econômica, etc. Mas eu - opinião pessoal - acho um equívoco não ter aquela sequência de cursos antes de qualquer coisa. Saber lidar com dados é algo essencial hoje em dia e um economista que não sabe fazer isso não pode ter o título de economista. Ele vira um economista alternativo e deixa de ser um economista sério. 

Acho que é isso. Se você discordar de mim (o que provavelmente vai acontecer), deixe seu comentário aí...

Update: Diante da clara distância entre essa "grade ideal" e as grades existentes por aí, será que vale a pena cursar economia? Ver outro texto meu sobre o assunto em: Sobre evidências e heterodoxia: vale a pena fazer economia no Brasil?

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