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Política industrial se faz com...

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...Margens de preferência. O termo pode parecer complicado, de início, mas é bastante simples. O Estado compra todos os meses um monte de produtos, desde remédios para o ministério da saúde até mesas e cadeiras para nossas escolas. Nessas compras governamentais, desde 2010, aplicam-se as tais margens de preferência, isto é, um produto considerado nacional, produzido no país, pode custar até 25% mais do que seu concorrente estrangeiro que ainda assim pode ser escolhido pela licitação pública. Isso mesmo, o Estado, por meio da lei 12.349, sancionou a ideia atrasada de que o produto brasileiro pode custar mais do que o estrangeiro, mas que ainda assim pode ser escolhido nas compras governamentais. Você, leitor, acha que isso incentiva o quê? Melhora da competitividade do produto brasileiro? Pois é. Só voltei a tocar no assunto aqui porque essa mesma ideia foi confirmada até 2020 no último "pacote de bondades" anunciado pelo governo. Se alguém ainda tinha alguma esperança de que as reformas estruturais poderiam sair ainda nessa década, lá se foram... Ao menos, claro, com o atual governo.

Entrevista: "Sem reformas estruturais, não há desenvolvimento".

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construção 001Ficou muito boa a matéria sobre reformas econômicas do Informe SoBloco de setembro de 2013, pertencente ao pessoal da SoBloco Construtora S.A. A mesma contém entrevista que concedi a editora Miriam Haddad. Após falar dos problemas da economia brasileira e da necessidade de reformas estruturais, terminei com o seguinte: torço para que o Brasil novo, aquele que empreende, trabalha, estuda e se esforça, tome conta do Brasil velho, corrupto, que quer jeitinho para tudo, prega mudanças de contratos, quer almoço grátis, passe livre etc. Se isto ocorrer, estaremos prontos para ser um país desenvolvido. E, a meu ver, isto só será possível se investirmos na melhoria da educação básica. Não há atalho para o desenvolvimento: o caminho é longo e único. Para ler a entrevista completa, basta clicar na figura ao lado.

No Brasil vale a pena ser "caloteiro"?

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Matéria do Valor de hoje tem o curioso título Dívida renegociada paga metade do juro. O jornal chama atenção para as taxas envolvidas nas transações de empréstimo e nas de renegociação:

"A taxa de juros da renegociação é de 36,6% ao ano, em média, enquanto o custo médio do crédito para aquisição de bens é de 66,4%, o do cheque especial, 136,8%, e o do crédito pessoal não consignado, 73%. Já o crédito para aquisição de automóveis e o consignado (com garantia da folha de pagamento) têm taxas originais menores do que as da renegociação, de 19,5% e 24,2%, respectivamente".

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Momento oportuno para atualizar a Agenda (perdida)...

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Diante das atuais manifestações brasileiras, os economistas que labutam desde muito e criticaram nos últimos anos a falta de agenda e, consequentemente, de reformas macro e microeconômicas, poderiam propor a atualização da famosa "agenda perdida", editada em setembro de 2002, no calor daquelas eleições presidenciais. Ela pode ser conferida aqui. O que esses economistas tem a dizer?

Repensando as Reformas: relatório do BID mostra os limites da política econômica...

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tfpUm relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi divulgado com o sugestivo título "Rethinking Reforms: How Latin America and the Caribbean Can Escape Suppressed World Growth". Lá são postos dados sobre o que nove em cada dez economistas têm dito ao longo dos últimos meses sobre os problemas da economia brasileira. O relatório deixa a cargo de cada país escolher as reformas específicas que aumentariam o que nós economistas chamamos de Produtividade Total dos Fatores (PTF), o que nada mais é do que o crescimento que não é derivado do aumento do fator trabalho ou do capital no processo produtivo, mas do melhor uso desses fatores. Chama atenção, porém, para dois grupos de reformas que seriam particularmente importantes para esses países: i) mercado de trabalho; ii) poupança doméstica e investimento em infraestrutura. O gráfico acima é uma síntese do que a falta dessas reformas estruturais gera em termos de impacto negativo na produtividade. Enquanto os países asiáticos têm elevado a PTF vis-à-vis os EUA, os países da América Latina declinam. Além disso, um quase alerta para o governo brasileiro é dado logo no prefácio:

"This report argues that there is limited space for traditional fiscal and monetary macroeconomic policies and countries should consider more structural reforms".

O capítulo 4 do relatório irá tratar especificamente dos limites do uso de instrumentos fiscais e monetários para "promover" maior crescimento. Ou seja, o uso da política econômica, leitor, não é uma panaceia, como querem alguns economistas ligados ao governo. No capítulo imediatamente posterior, o relatório trata dos efeitos benéficos que reformas econômicas teriam sobre a produtividade dos países. Para uma região onde, de forma geral, existem gaps consideráveis de infraestrutura, reformas que construam um marco regulatório estável podem tornar o crescimento potencial dessas economias muito superior ao atual.

As conclusões do relatórios deveriam ser triviais para qualquer economista, dado o avanço da teoria econômica nos últimos 80 anos. Entretanto, como podemos observar pelo comportamento do próprio governo brasileiro, nada parece ser consensual. E a culpa não é da teoria: é das pessoas que estão conduzindo a política econômica.

O relatório completo pode ser conferido aqui em inglês ou espanhol.

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