O PIB brasileiro está subestimado?

Uma discussão interessante tem perseguido os macroeconomistas nos últimos anos: o PIB brasileiro estaria subestimado? Isto é, o crescimento real seria maior do que o crescimento divulgado pelas Contas Nacionais do IBGE? É um tema interessante e ao mesmo tempo desafiador. Para quem acompanha de longe discussões econômicas ou mesmo para economistas que trabalham apenas com dados prontos, pode ser deveras abstrato pensar em como se chega a um determinado número de uma variável macroeconômica. Ainda mais o PIB, com suas complexidades e, portanto, dificuldades técnicas de medição.

Nos últimos anos macroeconomistas têm argumentado que o PIB brasileiro não refletiria de forma completa o crescimento de uma parte do setor de serviços e da indústria de transformação, ligadas, por exemplo, à tecnologia da informação e intermediação financeira. A falta desses setores estaria gerando um valor de PIB subestimado.

Uma parte do problema foi resolvida com a incorporação da nova pesquisa de produção industrial, que, de fato, aumentou o número do PIB do ano passado em 0,2 pontos percentuais. Mais ainda assim haveria espaço para novas revisões?

O tema voltou à pauta esses dias, quando o pessoal da LCA apontou uma possível "subestimação" do PIB frente às pesquisas anuais de produção industrial divulgadas em julho pelo IBGE. Fato refutado hoje pelo professor Cláudio Considera.  Você pode lê-las aqui e aqui.

O tema pode ser técnico, mas não deixa de ser interessante, não? Estaria o PIB brasileiro subestimado?

 

Compartilhe esse artigo

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email
Print

Comente o que achou desse artigo

Outros artigos relacionados

Como Construir um Monitor de Política Monetária Automatizado com Python?

Descubra como transformar dados do Banco Central em inteligência de mercado com um Monitor de Política Monetária Automatizado. Neste artigo, exploramos o desenvolvimento de uma solução híbrida (Python + R) que integra análise de sentimento das atas do COPOM, cálculo da Regra de Taylor e monitoramento da taxa Selic. Aprenda a estruturar pipelines ETL eficientes e a visualizar insights econômicos em tempo real através de um dashboard interativo criado com Shiny, elevando o nível das suas decisões de investimento.

Qual o efeito de um choque de juros sobre a inadimplência?

Neste exercício, exploramos a relação dinâmica entre o custo do crédito (juros na ponta) e o risco realizado (taxa de inadimplência) através de uma análise exploratória de dados e modelagem econométrica utilizando a linguagem de programação R.

Qual a relação entre benefícios sociais e a taxa de participação do mercado de trabalho?

Este exercício apresenta uma investigação econométrica sobre a persistente estagnação da taxa de participação no mercado de trabalho brasileiro no período pós-pandemia. Utilizando a linguagem R e dados públicos do IBGE e Banco Central, construímos um modelo de regressão linear múltipla com correção de erros robustos (Newey-West). A análise testa a hipótese de que o aumento real das transferências de renda (Bolsa Família/Auxílio Brasil) elevou o salário de reserva, desincentivando o retorno à força de trabalho.

Boletim AM

Receba diretamente em seu e-mail gratuitamente nossas promoções especiais e conteúdos exclusivos sobre Análise de Dados!

Boletim AM

Receba diretamente em seu e-mail gratuitamente nossas promoções especiais e conteúdos exclusivos sobre Análise de Dados!

como podemos ajudar?

Preencha os seus dados abaixo e fale conosco no WhatsApp

Boletim AM

Preencha o formulário abaixo para receber nossos boletins semanais diretamente em seu e-mail.