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Juro real vs. juro neutro: qual o efeito da política monetária no Brasil?

By | Comentário de Conjuntura

Essa semana, o Banco Central decide o patamar da taxa básica de juros no país. O consenso de mercado indica mais uma alta de 75 pontos-base, o que levaria a Selic para a casa dos 3,5% ao ano. Com efeito, haverá uma pressão adicional na taxa de juros real da economia. A pergunta que fica é se a política monetária ainda continuará no terreno expansionista ou se mudará o sentido para contracionista. Nesse Comentário de Conjuntura, mostramos como avaliar esse ponto na prática com o R.

Membros do Clube AM, por suposto, têm acesso a todos os códigos desse exercício. Esse tipo de tema é ensinado nos nossos Cursos de Análise de Conjuntura usando o R e de Política Monetária

Afim de obter o sentido da política monetária, devemos basicamente comparar o juro real com o juro de equilíbrio da economia brasileira. A diferença entre os dois vai nos dizer se a política monetária está em sentido expansionista (juro real menor que o juro neutro) ou contracionista (juro real maior que o juro neutro).

O juro real que considerei aqui é o juro real ex-ante, obtido a partir do juro do swap DI 360 deflacionado pela expectativa de inflação para os próximos 12 meses. Já o juro de equilíbrio segue uma proxy definida no Relatório de Inflação de dezembro de 2019, dada pela Selic esperada para t+3 deflacionada pela inflação espera para t+3.

Uma vez definidas as variáveis e como obter o sentido da política monetária, chegamos ao gráfico abaixo.

A área azul representa uma política monetária expansionista enquanto a área vermelha representa uma política monetária contracionista. Como se pode ver, a política monetária vem sendo expansionista desde 2017. Além disso, dado que o juro real está próximo da nulidade e o juro neutro encontra-se, por essa proxy, próximo de 3% a.a., ainda há bastante espaço até que haja uma mudança de sentido na política monetária.

Será que o Banco Central está disposto a promover essa mudança em meio a uma crise sanitária sem precedentes? A conferir...

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Membros do Clube AM, por suposto, têm acesso a todos os códigos desse exercício. Esse tipo de tema é ensinado nos nossos Cursos de Análise de Conjuntura usando o R e de Política Monetária

Comentário de Conjuntura: Semana de decisão sobre os juros

By | Comentário de Conjuntura

A semana é marcada pela decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) na quarta-feira, 21/03. A expectativa do mercado é que haja um novo corte de 25 pontos-base no juro básico, levando-o para 6,5% a.a. Isso tanto porque o PIB do quarto trimestre veio aquém do esperado, como o cenário para a inflação continua bastante comportado. As leituras de janeiro e fevereiro da inflação medida pelo IPCA, períodos de sazonalidade desfavorável, se mostraram surpreendentemente baixas. Ademais, o solavanco do início do ano no cenário externo não parece ter aberto um período de instabilidade mais acentuado - a despeito, diga-se, de um ou outro pico de volatilidade, como o de hoje, causado pela queda nas ações do Facebook. Tudo isso posto indica como cenário provável mais uma queda do juro básico, o que confirma a política monetária em posição mais expansionista.

Para além do COPOM, a semana tem a divulgação do IBC-BR, feita hoje pela manhã, e do IPCA-15 na sexta-feira. O Índice de Nível de Atividade do Banco Central (IBC-BR) teve uma queda de 0,56% entre dezembro e janeiro, após quatro leituras positivas nessa métrica. Na comparação interanual, houve avanço de 2,97% contra janeiro de 2017 e no acumulado em doze meses o índice acumula alta de 1,20%.

Preparamos, a propósito, uma apresentação usando o R para o índice, que pode ser baixada aqui. Membros do Clube do Código têm acesso a todo o código necessário para gerar essa apresentação.

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