Macroeconometria

Por que temos juros tão altos: uma resposta econométrica

By 8 de maio de 2019 No Comments

Na Edição 60 do Clube do Código, construímos um modelo simples que explica a trajetória do spread bancário no Brasil. O spread é a diferença entre as taxas de captação e de empréstimo bancário, que é sistematicamente mais elevado no país do que a evidência internacional. De modo a entender essa anomalia, utilizamos como variáveis explicativas para o spread as provisões dos bancos, compulsórios bancários, taxa de inadimplência, taxa Selic e taxa de desemprego. Abaixo o ajuste do modelo.

O modelo que construímos tem um R^2 de 0,96, o que significa que o mesmo consegue explicar 96% da variação na nossa variável de interesse. Abaixo, colocamos uma tabela que resume os resultados encontrados.

Dependent variable:
spread
provisoes 1.232**
(0.512)
compulsorio 0.007**
(0.003)
inadimplencia 1.338***
(0.386)
selic 0.559***
(0.030)
desemprego 0.559***
(0.115)
Constant -7.509***
(1.426)
Observations 84
R2 0.962
Adjusted R2 0.960
Note: *p<0.1; **p<0.05; ***p<0.01

Como se depreende da tabela, todas as variáveis foram estatisticamente significativas para explicar o spread bancário. Em particular, os resultados encontrados sugerem que um aumento de 1 p.p. na taxa de inadimplência faz o spread bancário aumentar em 1,33 p.p.

Como de praxe, os códigos do exercício estão disponíveis no repositório do Clube do Código.

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