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Pelo 2º mês consecutivo, modelo da Análise Macro acerta desemprego: 12,2%

By | Mercado de Trabalho

Pelo segundo mês consecutivo, o modelo preditivo da Análise Macro para a taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua cravou o resultado. Na edição 36 do Clube do Código detalhamos a construção do modelo. Com os dados atualizados até setembro, o modelo previa uma taxa de 12,2% em outubro, em intervalo que ia de 12% a 12,4%, conforme mostra a tabela abaixo.

Previsões geradas pelo BVAR
Lower Mediana Upper
out/17 12.0 12.2 12.4
nov/17 11.6 11.9 12.3
dez/17 11.2 11.7 12.2
jan/18 10.8 11.4 12.0
fev/18 10.3 11.1 11.8
mar/18 9.8 10.7 11.7
abr/18 9.3 10.4 11.5
mai/18 8.7 10.0 11.3
jun/18 8.1 9.6 11.2
jul/18 7.5 9.2 11.0

A expectativa, como mostra o gráfico acima, é de continuação da queda do desemprego nos próximos meses. Em particular, os meses de novembro e dezembro são de sazonalidade favorável, o que deve beneficiar a queda da taxa. Nós iremos atualizar o modelo com os dados até outubro e divulgaremos nas próximas semanas a previsão para novembro.

 

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Vítor Wilher

Data Scientist

Vítor Wilher é Bacharel e Mestre em Economia, pela Universidade Federal Fluminense, tendo se especializado na construção de modelos macroeconométricos, política monetária e análise da conjuntura macroeconômica doméstica e internacional. Tem, ademais, especialização em Data Science pela Johns Hopkins University. Sua dissertação de mestrado foi na área de política monetária, titulada "Clareza da Comunicação do Banco Central e Expectativas de Inflação: evidências para o Brasil", defendida perante banca composta pelos professores Gustavo H. B. Franco (PUC-RJ), Gabriel Montes Caldas (UFF), Carlos Enrique Guanziroli (UFF) e Luciano Vereda Oliveira (UFF). Já trabalhou em grandes empresas, nas áreas de telecomunicações, energia elétrica, consultoria financeira e consultoria macroeconômica. É o criador da Análise Macro, startup especializada em treinamento e consultoria em linguagens de programação voltadas para data analysis, sócio da MacroLab Consultoria, empresa especializada em cenários e previsões e fundador do hoje extinto Grupo de Estudos sobre Conjuntura Econômica (GECE-UFF). É também Visiting Professor da Universidade Veiga de Almeida, onde dá aulas nos cursos de MBA da instituição, Conselheiro do Instituto Millenium e um dos grandes entusiastas do uso do no ensino. Leia os posts de Vítor Wilher aquiCaso queira, mande um e-mail para ele: vitorwilher@analisemacro.com.br

Modelo da Análise Macro acerta desemprego de setembro: 12,4%

By | Mercado de Trabalho

Na edição 36 do Clube do Código detalhamos a construção de um modelo preditivo para a taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua. O modelo acertou a taxa em setembro de 2017: 12,4%.

 

Para maiores detalhes, ver aqui.

 

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Vítor Wilher

Data Scientist

Vítor Wilher é Bacharel e Mestre em Economia, pela Universidade Federal Fluminense, tendo se especializado na construção de modelos macroeconométricos, política monetária e análise da conjuntura macroeconômica doméstica e internacional. Tem, ademais, especialização em Data Science pela Johns Hopkins University. Sua dissertação de mestrado foi na área de política monetária, titulada "Clareza da Comunicação do Banco Central e Expectativas de Inflação: evidências para o Brasil", defendida perante banca composta pelos professores Gustavo H. B. Franco (PUC-RJ), Gabriel Montes Caldas (UFF), Carlos Enrique Guanziroli (UFF) e Luciano Vereda Oliveira (UFF). Já trabalhou em grandes empresas, nas áreas de telecomunicações, energia elétrica, consultoria financeira e consultoria macroeconômica. É o criador da Análise Macro, startup especializada em treinamento e consultoria em linguagens de programação voltadas para data analysis, sócio da MacroLab Consultoria, empresa especializada em cenários e previsões e fundador do hoje extinto Grupo de Estudos sobre Conjuntura Econômica (GECE-UFF). É também Visiting Professor da Universidade Veiga de Almeida, onde dá aulas nos cursos de MBA da instituição, Conselheiro do Instituto Millenium e um dos grandes entusiastas do uso do no ensino. Leia os posts de Vítor Wilher aquiCaso queira, mande um e-mail para ele: vitorwilher@analisemacro.com.br

Desemprego começa, enfim, a ceder: uma análise do CAGED e da PNAD Contínua

By | Mercado de Trabalho

O fundo do poço, enfim, parece estar ficando para trás no mercado de trabalho brasileiro. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, sinalizam a esperança em dias melhores. As duas pesquisas, a propósito, contam com scripts automáticos no âmbito do Clube do Código. Nesse post, fazemos um resumo desses scripts. O código completo está disponível no Clube.

Lentamente, como mostra o gráfico acima, o saldo entre admitidos e demitidos do CAGED tem melhorado, já retirados os efeitos sazonais. Isso pode ser interpretado como um sinal de que o pior ficou para trás no mercado de trabalho brasileiro. O gráfico acima pode ser, a propósito, aberto por setores, com início em 2004, como abaixo.

A despeito do saldo total ainda ser negativo na ponta, retirados os efeitos sazonais, a tendência mostrada pelos dados é de clara recuperação. Uma outra forma de ver essa lenta melhora é pela comparação entre os salários de admitidos e demitidos, como mostra o terceiro gráfico abaixo.

O gráfico mostra, em termos percentuais, o quanto o salário médio dos admitidos representa do salário médio dos demitidos, também feito o ajuste sazonal. Observe que a tendência de queda parece ter sido interrompida na ponta, o que também sinaliza alguma melhora no mercado de trabalho.

Os dados do CAGED, naturalmente, representam apenas uma parcela do mercado de trabalho, já que fazem referência aos fluxos de trabalhadores com carteira assinada. Para aumentar nossa compreensão sobre o mercado, por suposto, podemos analisar agora os dados da PNAD Contínua, que cobre tanto o emprego formal quanto o informal, além de outras subdivisões. Abaixo, duas tabelas com um resumo da pesquisa referente a junho último.

Jun/17 Jun/16 Variação (%)
População 206883.0 205301.0 0.8
PIA 168136.0 166270.0 1.1
PEA 103722.0 102384.0 1.3
PNEA 13486.0 11586.0 16.4
PO 90236.0 90798.0 -0.6
PD 13486.0 11586.0 16.4
Desemprego 13.0 11.3 14.9
Renda Nominal 2104.0 1972.0 6.7
Renda Real 2104.0 2015.0 4.4
PIA/Pop 81.3 81.0 0.3
Participação 61.7 61.6 0.2
PO/PIA 53.7 54.6 -1.7
Jun/17 Jun/16
População 130.0 134.0
PIA 266.0 139.0
PEA 263.0 95.0
PNEA -286.0 146.0
PO 549.0 -51.0
PD -285.0 146.0
Desemprego -0.3 0.1
Renda Nominal -5.0 -10.0
Renda Real -12.0 -25.0
PIA/Pop 0.1 0.0
Participação 0.1 0.0
PO/PIA 0.2 -0.1

A primeira tabela traz o estoque das variáveis, enquanto a segunda mostra a dinâmica em relação ao mês anterior. Em junho, para uma população total de cerca de 207 milhões de pessoas, participavam da população economicamente ativa (PEA), 103,7 milhões de pessoas. Dessas, 13,5 milhões encontravam-se desempregadas. Em termos percentuais, 13% da PEA. Esse valor de desempregados é, a propósito, menor em 285 mil pessoas, se comparado a maio.

Como fica claro pelas tabelas, na comparação interanual, isto é, com o o mesmo mês do ano anterior, a recuperação não fica clara. Na margem, porém, quando se compara com o mês anterior, há sinais de melhora. Das 549 mil vagas criadas em junho, representando o aumento na população ocupada, 73 mil foram com carteira assinada, 152 mil vagas sem carteira, 134 mil no setor público, 73 mil como Empregador, 135 por Conta Própria e 11 mil como Trabalhador Familiar Auxiliar. Abaixo um gráfico sobre como têm evoluído algumas métricas selecionadas, na comparação interanual.

A população ocupada ensaia sair do terreno negativo, bem como a população desocupada tem cedido. Abaixo mais métricas, na mesma base de comparação.

O quadro geral mostra alguma esperança no mercado de trabalho. Mas essa recuperação, como o CAGED indica acima, tem sido liderada pelo mercado informal. No mercado formal, o saldo entre contratações e demissões só agora no segundo semestre devem começar a entrar no terreno positivo. O gráfico abaixo ilustra, na mesma base de comparação anterior, a abertura da população ocupada.

Para fechar nossa análise, chegamos ao desemprego propriamente dito. Abaixo ilustramos um gráfico que compara o desemprego em t com o desemprego em t-12, mostrando a evolução do mesmo em pontos percentuais, de forma a verificar alguma dinâmica dessa variável.

O dado na margem parece indicar que o desemprego começou a inverter a tendência de aumento fulminante verificada desde o início de 2014. Nosso modelo BVAR, a propósito, capturou essa queda nos próximos meses, como mostra o gráfico abaixo.

O que os dados parecem dizer é que, enfim, o pior já passou. Mas, infelizmente, a recuperação de empregos ainda será bastante lenta, dado o tamanho do estrago...

 

Vítor Wilher

Vítor Wilher

Data Scientist

Vítor Wilher é Bacharel e Mestre em Economia, pela Universidade Federal Fluminense, tendo se especializado na construção de modelos macroeconométricos, política monetária e análise da conjuntura macroeconômica doméstica e internacional. Tem, ademais, especialização em Data Science pela Johns Hopkins University. Sua dissertação de mestrado foi na área de política monetária, titulada "Clareza da Comunicação do Banco Central e Expectativas de Inflação: evidências para o Brasil", defendida perante banca composta pelos professores Gustavo H. B. Franco (PUC-RJ), Gabriel Montes Caldas (UFF), Carlos Enrique Guanziroli (UFF) e Luciano Vereda Oliveira (UFF). Já trabalhou em grandes empresas, nas áreas de telecomunicações, energia elétrica, consultoria financeira e consultoria macroeconômica. É o criador da Análise Macro, startup especializada em treinamento e consultoria em linguagens de programação voltadas para data analysis, sócio da MacroLab Consultoria, empresa especializada em cenários e previsões e fundador do hoje extinto Grupo de Estudos sobre Conjuntura Econômica (GECE-UFF). É também Visiting Professor da Universidade Veiga de Almeida, onde dá aulas nos cursos de MBA da instituição, Conselheiro do Instituto Millenium e um dos grandes entusiastas do uso do no ensino. Leia os posts de Vítor Wilher aquiCaso queira, mande um e-mail para ele: vitorwilher@analisemacro.com.br

Por que precisamos de uma reforma trabalhista?

By | Mercado de Trabalho

população em idade ativa (PIA) é composta pela população não economicamente ativa (PNEA) e pela população economicamente ativa (PEA). A PEA, por sua vez, é composta pela população ocupada (PO) e pela população desocupada ou desempregada. Nesses termos, podemos construir o gráfico abaixo que mostra a PIA dividida em PNEA, desempregados e as diferentes ocupações, como trabalhadores na iniciativa privada com e sem carteira, funcionário público, trabalhador doméstico, etc. Para surpresa de alguns, o trabalhador privado com carteira assina representa apenas 22% da população em idade ativa. Some a esse dado os 13,5 milhões de pessoas desocupadas e você terá bons motivos para deixar o mercado de trabalho mais flexível, não é mesmo?

Os dados são da PNAD Contínua... 🙂

Em fevereiro, 626 mil pessoas ficaram desempregadas

By | Clube do Código, Mercado de Trabalho

O IBGE divulgou agora há pouco o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente a fevereiro. Os números não são nada animadores. Na comparação com janeiro, o estoque de desempregados aumentou em 626 mil, chegando a 13,5 milhões de pessoas. Isso representa 13,2% da População Economicamente Ativa. Ao clicar na imagem ao lado, você tem acesso à apresentação completa. Membros do Clube do Código têm acesso aos arquivos que geraram a apresentação, como sempre. 

Conheça o Clube do Código aqui.

OBS: O Clube do Código não implica em serviço de consultoria econômica, sendo tão somente um projeto que ensina os seus membros a utilizar o e o RStudio para produzir relatórios e apresentações, bem como gerar exercícios macroeconométricos.

Tenha acesso completo aos códigos dessa apresentação assinando o Clube do Código, o projeto de compartilhamento de códigos da Análise Macro. Você aprende a produzir apresentações, relatórios e exercícios macroeconométricos usando todo o poder do R. E ainda ajuda a manter o Blog da AM ativo durante todo o ano! Clique abaixo e conheça o Clube!

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