Comentário de Conjuntura

O pior momento da pandemia no Brasil

By 30 de março de 2021 No Comments

Era difícil imaginar, um ano atrás, que passadas as (duras) comemorações de final de ano, ainda estaríamos sujeitos à medidas super restritivas de isolamento social. Era imaginável que, a essa altura, os governos já teriam investido em um misto de hospitais de campanha, que atenuassem o caos no SUS, bem como na compra e distribuição de vacinas para toda a população. Graças, porém, a uma das piores gestões de crise da nossa História, diversas cidades e regiões metropolitanas foram obrigadas a decretar, novamente, em maior ou menor grau, medidas de isolamento social, com dura repercussão sobre o nível de atividade. Como se vê nesse Comentário de Conjuntura, tais medidas foram necessárias porque atingimos o pior momento da pandemia no Brasil.

Membros do Clube AM, por suposto, têm acesso a todos os códigos desse exercício.

Os dados aqui utilizados são do repositório do Wesley Cota. Eles foram importados para o R como abaixo.


## Carregar pacotes
library(tidyverse)
library(tsibble)
library(gridExtra)

 

## Coletar dados
covid = readr::read_csv("https://raw.githubusercontent.com/wcota/covid19br/master/cases-brazil-states.csv") %>%
select(date, state, newDeaths, newCases, deaths_per_100k_inhabitants,
totalCases_per_100k_inhabitants, deaths_by_totalCases) %>%
tsibble::as_tsibble(index = date, key = state) %>%
group_by(state) %>%
mutate(MM_mortes = zoo::rollmean(newDeaths, k = 7, fill = NA, align = "right"),
MM_casos = zoo::rollmean(newCases, k = 7, fill = NA, align = "right"))

Uma vez que tenhamos os dados no RStudio, podemos criar gráficos para o nível nacional como abaixo.

Os gráficos acima mostram uma situação devastadora, fruto da irresponsabilidade e do descaso do governo federal com a maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Chegamos, um ano depois do início da pandemia, ao total descontrole da peste.

A média móvel de novos casos em 29/03 chegou a 74,5 mil e a de mortes a 2,6 mil!

São números superlativos que retratam uma tragédia de saúde pública.

A tragédia, diga-se, está espalhada pelo país. A seguir, fazemos um recorte sobre a região Sudeste.

O estado de São Paulo, epicentro da pandemia, chegou a uma média móvel de 16,2 mil novos casos e a 600 mortes pela peste, em 28/3.

Com a vacinação sendo conduzida a passos de cágado, é difícil imaginar que não seremos obrigados a manter medidas de isolamento social por mais algum tempo no país.

Membros do Clube AM, por suposto, têm acesso a todos os códigos desse exercício.

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